Tiago Nunes não é mais o técnico do Grêmio, que tem Felipão como alvo

Tiago Nunes não é mais técnico do Grêmio. Ele foi demitido neste domingo depois da derrota para o Atlético-GO por 1 a 0, na Arena, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro. A oficialização foi feita pelo vice-presidente de futebol Marcos Herrmann, que afirmou que a decisão foi feita em comum acordo.

 

— Gostaria de fazer uma comunicação. Neste instante, o professor Tiago Nunes deixa de ser nosso treinador. Fizemos isso em comum acordo por conta dos resultados que não atingimos. Gostaria de agradecer a ele, ao Evandro, ao Kelly e ao Pedro pela dedicação no trabalho dentro desses 70 dias. O início foi coroado com dois troféus — declarou o vice-presidente de futebol Marcos Herrmann.

— Venho neste momento em forma de agradecimento ao presidente Romildo, ao Herrmann, a todos os funcionários. A todas as pessoas envolvidas direta e indiretamente. Aos atletas, que se dedicaram e mostraram lealdade desde que chegamos aqui. Ao torcedor, que mesmo chateado pelo momento ruim que a equipe atravaessa, estão apoiando. O Grêmio é muito grande, é mundial, e vai passar por essa fase ruim — declarou o técnico Tiago Nunes.

Um dos nomes cotados para assumir o Grêmio é o de Luiz Felipe Scolari, um dos maiores ídolos da história do clube. Porém, o treinador admite que ainda não recebeu contatos oficiais por parte da diretoria gremista. Em entrevista, ele diz que recebeu sondagens de uma seleção da América do Sul, mas abriu as portas para o clube gaúcho.

— Não tenho convite nenhum do Grêmio. Soube agora [da demissão]. Tenho convite de uma seleção da América do Sul. Vinha trabalhando em outra área e pensava em trabalhar fora do país de novo. O Grêmio sempre foi minha equipe do coração, que eu gosto e prazo muito, mas não vou falar sobre algo que não tenho ideia — afirmou Felipão, em entrevista ao programa ‘Mesa Redonda’, neste domingo.

Números de Tiago Nunes no Grêmio:

  • 20 jogos
  • 10 vitórias
  • 5 empates
  • 5 derrotas
  • 58,3% de aproveitamento
  • 38 gols marcados
  • 19 gols sofridos

Anunciado no dia 21 de abril, após a saída de Renato Portaluppi depois da eliminação na fase preliminar da Libertadores, o treinador gaúcho não suportou a sequência de maus resultados..  Lanterna do Campeonato Brasileiro com só dois pontos, Tiago Nunes recebeu um “ultimato” da diretoria após a derrota para o Juventude. Caso não vencesse, estaria demitido. O Grêmio ainda não venceu na competição.

Tiago comandou a equipe em 16 partidas, com oito vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Outros quatro jogos foram com auxiliares comandando, pois o treinador estava com covid-19 ou resolveu permanecer em Porto Alegre (La Equidad-COL, Ceará, Brasiliense e Santa Cruz-RS).

O técnico conquistou o Gauchão contra o Inter com uma vitória no Beira-Rio e um empate na Arena, o que consagrou o Grêmio como tetracampeão estadual (2018, 2019, 2020 e 2021). O time fez uma fase de grupos da Sul-Americana invicta e garantiu o primeiro lugar geral, com 16 pontos.

Agora, o Tricolor deve comandado de forma interina por Thiago Gomes, técnico do time de transição, e irá ao mercado em busca do substituto de Tiago Nunes.

Felipão é alvo

Marcos Herrmann deixou claro que “o perfil está definido, mas o nome ainda não”. Porém, afirmou que Luiz Felipe Scolari está dentro do novo estilo de técnico buscado pelo Grêmio. Com isso, se torna um dos alvos da diretoria. Um dos técnicos mais vitoriosos da história do clube, Felipão chegou ao Grêmio pela primeira vez em 1987, quando foi campeão gaúcho.

Retornou ao Tricolor em 1993, depois de ter conquistado a Copa do Brasil com o Criciúma em cima do próprio Grêmio. O técnico teve um início complicado na segunda vez no time gremista, mas sua permanência foi bancada pelo presidente na época Fábio Koff. O resultado da insistência deu certo: Felipão venceu a Copa do Brasil de 1994, a Libertadores de 1995 e o Brasileirão de 1996.

Na carreira, Felipão ostenta a conquista da Copa do Mundo de 2002 pela Seleção. Também esteve à frente da conquista da Copa das Confederações de 2013.

Recentemente, sua trajetória foi manchada pela derrota trágica de 7 a 1 com a Seleção para a Alemanha, na semifinal do Mundial. O comandante se despediu da equipe brasileira no dia 12 de junho, após a derrota perante a Holanda, que culminou com o quarto lugar na Copa.