Especial Imposto de Renda 2020: veja tudo que você precisa saber

A entrega da declaração de imposto de renda deste ano deve ser feita até o dia 30 junho. No entanto, até a última quinta-feira (18), a Receita Federal só havia recebido 20,3 milhões de declarações. Isso significa que cerca de 12 milhões de contribuintes ainda estavam em falta. Para ajudar essas pessoas a fazer sua declaração e tirar dúvidas de quem já declarou, mas ainda precisa checar as informações, o Valor Investe te dá uma mãozinha e reúne aqui tudo que você precisa saber sobre o imposto de renda este ano.

Logo no começo da abertura do prazo, o Valor Investe trouxe um vídeo explicando as principais mudanças na declaração deste ano (ver abaixo). No vídeo, a especialista Daniela Mazzoni, sócia da consultoria EY, explicou, por exemplo, que agora quem tem conta bancária e investimentos precisa informar o CNPJ das instituições financeiras. Outra mudança foi a necessidade de informar se um bem declarado está no CPF do declarante ou de algum dependente. Além disso, outra alteração importante foi o fim da dedutibilidade do INSS de empregados domésticos.

Passo a passo

Para os marinheiros de primeira viagem ou até mesmo para quem não sente tanta segurança ao fazer sua declaração, o Valor Investe preparou um vídeo que mostra o passo a passo do preenchimento da declaração. Nele, mostramos todas as telas e o que deve ser colocado em cada campo.

Adiamento do prazo

O prazo para a entrega da declaração estava inicialmente previsto para o dia 30 de abril, mas, por conta da pandemia de coronavírus, ele foi estendido até 30 de junho. Em um vídeo, Daniela Mazzoni explica o adiamento e também fala sobre alguns pontos importantes como quem precisa declarar, o que é ou não dedutível e o calendário das restituições.

Dívidas e empréstimos

declaração de empréstimos no Imposto de Renda também foi assunto no Valor Investe. Segundo a reportagem, a exigência da Receita Federal só vale para contratos a partir de R$ 5 mil, que devem ser informados no campo “Dívidas e Ônus Reaiscomo mostra a reportagem.

Financiamentos

Já o financiamento de um veículo ou imóvel entra no campo “Bens e Direitos” e devem ser colocados de acordo com o código referentes a eles. Para apartamento o código é 11; para casa é 12; terreno, 13 e veículos é 21. É importante lembrar de acrescentar que o bem é financiado. Em “Situação em 31/12/2019”, o contribuinte deve indicar somente o valor do que já está pago do financiamento, não o valor total do bem, como indica a matéria.

Compra e venda de imóveis

As compras ou vendas de imóveis merecem uma atenção especial. Isso porque não basta incluí-lo na ficha de “Bens e Direitos”. É preciso ainda acessar a plataforma do Programa de Apuração de Ganhos de Capital da Receita Federal. Quem vendeu e ganhou algum dinheiro com isso pode ter de pagar 15% em imposto sobre o valor da diferença, como mostra a reportagem da Isabel Filgueiras.

Aluguel

Quem tem renda com imóveis também deve prestar contas com a Receita Federal sobre esses rendimentos. O recolhimento do imposto sobre essa receita é feita mensalmente, por meio do programa do Carnê-Leão, por onde se emite o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), um boleto que deve ser emitido e pago todos os meses. Quem paga aluguel também deve declarar no imposto de renda. O gasto, no entanto, não é dedutível.

Heranças e doações

Heranças e doações são alguns rendimentos considerados isentos, por isso, devem ser informados na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Caso tenha recebido herança ou doação, o contribuinte deve informar o saldo e descreva a origem. Para o valor, ele deve usar como referência os documentos do inventário, no caso de herança, como o formal de partilha ou a ou carta de adjudicação, ou documentos particulares, como contratos e extratos de movimentações financeiras, no caso de doações – o sistema da Receita Federal, vale lembrar, faz automaticamente cruzamentos desses valores. Na reportagem, Rafael Gregorio dá os detalhes de como isso deve ser feito.

Investimentos

Todos os investimentos, isentos ou não, precisam entrar, com detalhes, nas fichas da Receita Federal. A diferença é que os não-tributáveis entram em uma seção da declaração e os tributáveis (suscetíveis a cobrança de IR), em outras. O primeiro passo é listar todo o patrimônio com preço de compra na parte de “Bens e Direitos”. Na reportagem da Isabel Filgueiras, ela explica no detalhe, onde entram as ações, fundos e outros produtos financeiros. No vídeo abaixo, a Daniela Mazzoni, da EY, também detalha como os investimentos devem ser declarados.

Criptomoedas

No campo dos investimentos, muitos investidores ainda têm duvidas. No caso das criptomoedas, o assunto é ainda mais complexo. Mas, segundo a reportagem do Rafael Gregorio, os saldos em criptomoedas devem ser declarados na ficha Bens e Direitos, no campo “Outros Bens e Direitos”, lá embaixo – é o item 99 da ficha. A declaração deve ser feita em reais e com o preço de custo. Ou seja, quem comprou um bitcoin em 2019 ao custo de R$ 30 mil, por exemplo, deve informar esse valor, mesmo que a cripto agora valha R$ 40 mil, como mostra a reportagem.

MEI e ME

Se você é microempreendedor individual (MEI), microempresário (ME) ou autônomo e não sabe como fazer a declaração, o Valor Investe também te ajuda. A reportagem de Rafael Gregorio mostra que tipo de declaração serve para cada um e como ela deve ser feita.

Tire dúvidas nas lives

Se você ainda tem dúvidas sobre imposto de renda, fizemos algumas lives com especialistas da EY que podem te ajudar a esclarecer. Na última quinta-feira (18), Antônio Gil, sócio da consultoria, tirou as dúvidas dos leitores sobre declaração de investimentos, gastos dedutíveis e dependentes.

As lives para tirar dúvidas dos leitores também aconteceram no perfil oficial do Valor Investe no Instagram.

Na próxima quarta-feira (24), às 15h, faremos outra live com o especialista em nosso canal do YouTube. Se você tiver alguma pergunta, pode mandar para valorinveste@valor.com.br.