Doria diz que vacina ButanVac custará R$ 10 por dose: ‘Sete vezes menos que as importadas’

O governador João Doria (PSDB) disse nesta segunda-feira (14) que o custo de cada vacina ButanVac é de R$ 10, valor bastante inferior a outras vacinas importadas. De acordo com o governador, já existem 8,2 milhões de doses prontas da nova vacina produzida pelo Instituto Butantan, que está em fase de testes.

Na última quarta-feira (14), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu a autorização para os testes em voluntários da vacina contra a Covid-19 ButanVac. É o início da chamada fase clínica dos estudos.

“Já temos 8,2 milhões de doses prontas dessa nova vacina. A Anvisa autorizou agora apenas os estudos, mas eu confio no Butantan. Tenho certeza que o Butantan, com 120 anos de existência e o domínio da tecnologia do vírus inativo, não faz coisas erradas”, afirmou o governador.

“Quando a Anvisa aprovar essa segunda vacina para o programa vacinal do ano que vem, nós já teremos prontas 40 milhões de doses da vacina ButanVac. Custa R$ 10 cada vacina. Quatro, cinco, seis, sete vezes menos que as outras vacinas importadas, inclusive a própria CoronaVac”, completou.

 

A vacina CoronaVac, do laboratório Sinovac custa R$ 58,20 cada uma. A Pfizer, do laboratório Biontech, custa R$ 100 por dose. Já a AstraZeneca/Oxford custa cerca de R$ 20.

Programa Dignidade Íntima

 

O governador deu as declarações durante uma coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Zona Sul da capital, nesta segunda-feira (14), em que anunciou a distribuição de produtos de higiene menstrual para alunas em situação de vulnerabilidade econômica e social de escolas da rede estadual.

O Programa Dignidade Íntima tem como objetivo atingir 1,3 milhão de alunas da rede estadual. O investimento é de R$ 30 milhões.

De acordo com o secretário da Educação, Rossieli Soares, a verba começará a chegar às escolas na terça-feira (15).

“Nenhuma menina vai deixar de ir para a escola do estado de São Paulo por falta de condições, sejam quais forem. Nós temos ainda no nosso Brasil e no nosso estado pessoas que precisam ir para a escola para comer. Se a menina precisa ter ajuda, sim, ela vai ter, em qualquer aspecto, para ter acesso à educação”, afirmou Rossieli.

 

O anúncio foi feito com a presença do deputada federal Tábata Amaral (PDT), da secretária executiva da Secretaria da Educação estadual, Renilda Peres, e do governador, que assinou o termo autorizando o projeto.

“Quantas meninas deixam de ir às aulas por conta da falta de um absorvente? Por vergonha, por medo. Não é correto”, afirmou Doria.

De acordo com o governador, São Paulo é o primeiro estado do país a ter um projeto desse teor.

Direito à higiene menstrual

 

A Organização Mundial de Saúde (ONU) estima que 1 entre 10 meninas no mundo perdem aula quando estão menstruadas. Por isso, em 2014, a organização reconheceu o direito à higiene menstrual como uma questão de direito humano à saúde pública.

O programa inclui:

  • Formação sobre o assunto para todos na escola;
  • Protagonismo dos jovens;
  • Distribuição de material informativo;
  • Construção de rede de apoio na escola;
  • Aquisição e distribuição dos produtos.