Governador é pré-candidato à Presidência e pode disputar com Lula o Planalto caso a sigla de Gilberto Kassab opte por um nome próprio na corrida
— Rio de Janeiro
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), reagiu a vaias nesta terça-feira durante evento no estado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista foi à cidade de Rio Grande (RS) no início do ano eleitoral, onde participou de agenda com o possível opositor na disputa pela Presidência para assinatura de acordos voltados ao setor naval.
— Este é o amor que venceu o medo? Não, né. Então vamos respeitar, por favor. Eu estou aqui cumprindo o meu dever institucional, em respeito ao cargo que exerço, em nome do povo do Rio Grande do Sul, com respeito ao Presidente da República. Todos nós aqui, eu e o Presidente, fomos eleitos pelo mesmo povo, eu respeito o cargo do Presidente da República e peço respeito, por favor — disse Leite.
O encontro ocorreu no Estaleiro Ecovix de Rio Grande para assinar contratos para a construção de 5 navios gaseiros, 18 empurradores, 18 barcaças e acompanhamento da construção dos navios Handymax, da Petrobras.
Leite é pré-candidato à Presidência e pode disputar com Lula o Planalto caso a sigla de Gilberto Kassab opte por um nome próprio na corrida. O governador do Paraná, Ratinho Júnior, também afirma publicamente a intenção de concorrer ao Executivo federal pelo PSD em outubro. Também há a possibilidade de o partido apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, se o bolsonarista confirmar a chapa ao Planalto.
Durante o evento desta terça-feira, Leite criticou a polarização ao citar o resultado apertado na eleição de 2022.
— Se vocês desejam união e reconstrução, não simplesmente hostilizem quem pensa diferente. Isso não leva a lugar nenhum. A efetiva união que a gente quer para o nosso País, envolve respeito, respeito às funções, respeito às pessoas, respeito aos ambientes. Aqui é um ambiente institucional, é o presidente da República. Não é um comício eleitoral.
Cenário no estado
A menos de dez meses da eleição, Lula chega ao Rio Grande do Sul com palanque local em aberto em um estado onde bolsonarismo se sobrepõe ao PT. A oposição tem no deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) a principal aposta ao Palácio Piratini. Já Leite tentará fazer o sucessor com o vice, Gabriel Souza (MDB).
Lupi quer apoio de Lula para montar uma chapa de centro-esquerda para enfrentar o bolsonarismo no Rio Grande do Sul, com Juliana na cabeça de chapa e Edegar na vice. Neste cenário, Paulo Pimenta (PT) e Manuela D’Ávila (PSOL) disputariam vagas ao Senado. Lideranças do PT no estado, no entanto, são refratárias à ideia.
A investida do PDT vem sendo avaliada por Lula e pelo presidente do PT, Edinho Silva. Em meio ao cenário de indefinição, Edegar Preto e Juliana Brizola não devem acompanhar a agenda do presidente no estado.
— Estou bem confiante que este apoio acontecerá — afirma Lupi.





