Após desistência de Cláudio Castro e prisão de Márcio Canella, cenário do palanque bolsonarista no estado é de terra arrasada
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/4/9/TAA7AmSuSHZKTbUHQbBA/bre-0439.jpg)
O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ), está diante de uma encruzilhada na definição dos candidatos ao Senado em sua chapa no Rio de Janeiro.
Com o esfacelamento da chapa prevista antes das operações sobre Cláudio Castro (PL) — e agora sobre Márcio Canella (União Brasil) — tinha ficado definido que os novos candidatos do partido seriam escolhidos a partir de pesquisas internas e com a chancela de Jair Bolsonaro.
Só que essas pesquisas já foram feitas e o ex-presidente já foi consultado pelo assunto, e até agora nada foi decidido — o que preocupa os aliados e chegou inclusive a levantar especulações de que o próprio Flavio esteja “guardando lugar” na chapa para o caso de algo implodir sua candidatura presidencial. A carta do pai divulgada pelo próprio Flávio neste final de semana, em que Bolsonaro se refere ao filho como seu porta-voz e confirma a candidatura, diminuiu a boataria, mas não resolve o principal dilema da direita bolsonarista no Rio.
A escolha dos Bolsonaro para o Senado, entre o senador Carlos Portinho e os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, não é simples.
Primeiro porque as pesquisas internas vêm indicando de forma consistente que os três tem mais ou menos a mesma pontuação, com oscilações muito pequenas, em diversos cenários testados.
Jordy e Portinho, respectivamente, têm demonstrado um desempenho ligeiramente melhor do que Sóstenes, líder da bancada na Câmara. Em todos os cenários, a disputa é liderada por Benedita da Silva (PT), da chapa do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD).
Mas, com a sequência de operações sobre os políticos fluminenses, pontuar bem nesses levantamentos já não é mais um indicador decisivo.
Na última quarta-feira, Márcio Canella foi preso durante a sexta etapa da Operação Unha e Carne. O ex-prefeito de Belford Roxo é apontado pelas investigações como o braço político de um esquema de fraudes em postos de combustíveis que sustentava a lavagem de dinheiro de organizações criminosas. Ele foi solto neste sábado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, mas continuará na mira da PF.





