Universitário com paralisia cerebral escreve livro para falar sobre os desafios da graduação

A universidade como objetivo. Esse tem sido o motivo para Geraldo enfrentar as dificuldades e buscar o conhecimento. O jovem de 27 anos é natural de Bela Vista, região sudoeste de Mato Grosso do Sul, e tem paralisia cerebral causada pela falta de oxigênio durante o nascimento.

O jovem de 27 teve uma paralisia cerebral causada pela falta de oxigênio durante o nascimento e lançará o livro neste mês — Foto: Geraldo Duarte Júnior/Arquivo pessoal

Geraldo Duarte Júnior é acadêmico no 5° semestre do curso de jornalismo em Campo Grande, e decidiu escrever o livro para falar sobre as dificuldades que enfrenta desde criança, e da importância em não se deixar abater pelas limitações.

“O livro fala sobre caminhos, e nele detalho de maneira geral o processo de uma pessoa com uma limitação na universidade, e no início da carreira profissional”.

Em 2016 ele deu uma entrevista ao G1, sobre o acesso de pessoas com deficiência ao ensino superior, e falava dos objetivos que queria alcançar, e que atualmente estão sendo realizados com o lançamento do livro.

O livro intitulado “Caminho para a Faculdade” já está em processo final de editoração, com previsão de lançamento no fim de outubro. Além de falar sobre a trajetória do estudante na vida acadêmica, a inclusão e informações sobre a paralisia fazem parte do contexto da obra.

Geraldo iniciou os estudos em uma escola convencional de bela Vista, antes de muda-se para a capital. No interior ele teve o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e depois passou a frequentar a Sociedade Pestalozzi, em Jardim, cidade vizinha. Por isso, decidiu fazer o lançamento do livro na cidade onde nasceu.

“Lá é onde tive os primeiros e mais importantes acompanhamentos. Atualmente já existe uma unidade da Pestalozzi em Bela Vista, e fazer o lançamento na minha cidade natal será ainda mais especial”.

Além de se dedicar a escrita, Geraldo também faz estágio na universidade. O término da graduação será em 2020, onde outra etapa vai começar: a aceitação no mercado de trabalho. De acordo com o estudante, a sociedade ainda precisa incluir mais pessoas com deficiência ou limitação nos postos de trabalho, um tema também abordado em seu livro.

“Estamos engatinhando sobre a aceitação no mercado de trabalho. As pessoas precisam saber que o intelecto e a eficiência não são dependentes exclusivamente de alguma limitação física”, conclui.

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