Reconhecido como uma das maiores potências do agronegócio brasileiro, Mato Grosso do Sul consolidou sua posição entre os principais exportadores de commodities do país. Soja, milho, celulose e carnes produzidas no Estado abastecem mercados na Ásia, Europa, Oriente Médio e Américas, movimentando bilhões de reais e fortalecendo a balança comercial brasileira. Dados do Ministério da Agricultura mostram que esses produtos figuram entre os principais itens das exportações do agronegócio nacional.
Apesar desse protagonismo econômico, o desenvolvimento do Estado ainda convive com uma contradição que precisa ser enfrentada: a insegurança alimentar.
O pré-candidato a deputado federal Carlos Bernardo afirma que quem produz comida não pode ver faltar comida na própria mesa. “Mato Grosso do Sul ajuda a alimentar o Brasil e boa parte do mundo, mas ainda temos gente dormindo com fome. Alguém precisa explicar essa conta. Um Estado que lidera a produção agropecuária não pode aceitar que famílias vivam em situação de vulnerabilidade alimentar”, afirma.
Para ele, a solução não passa por colocar o agronegócio e a agricultura familiar em lados opostos, mas integrá-los em uma estratégia de desenvolvimento. “O agro é um patrimônio de Mato Grosso do Sul e deve continuar crescendo. Mas a agricultura familiar é quem abastece feiras, escolas, mercados locais e leva alimento diariamente para a mesa da população. Precisamos fortalecer quem produz em pequena escala para que ele tenha renda, tecnologia e condições de permanecer no campo.”
Dados do IBGE mostram que a agricultura familiar constitui um segmento estratégico da produção agropecuária brasileira e possui papel relevante na ocupação do meio rural e na oferta de diversos alimentos destinados ao mercado interno.
Um dos principais gargalos enfrentados pelos pequenos produtores é a falta de políticas públicas voltadas à produtividade. Falta assistência técnica, infraestrutura e incentivo para agregar valor à produção. Isso faz com que muitos jovens deixem o campo porque não enxergam oportunidades.
Entre as propostas defendidas por Carlos Bernardo estão a ampliação da assistência técnica, programas de irrigação para pequenas propriedades, incentivo à energia solar no campo e cursos voltados ao processamento de leite, arroz, feijão e outros alimentos produzidos pela agricultura familiar.
“O pequeno produtor não quer favor. Quer condições para trabalhar, produzir, comercializar e viver com dignidade. Quando fortalecemos a agricultura familiar, fortalecemos também a economia dos municípios.”
O pré-candidato destaca ainda que programas públicos de compra institucional demonstram como a agricultura familiar pode impulsionar simultaneamente produção, renda e segurança alimentar. Em Mato Grosso do Sul, iniciativas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e as compras para alimentação escolar beneficiam milhares de agricultores familiares e ampliam o acesso de famílias e estudantes a alimentos frescos e produzidos no próprio Estado. (Agência de Notícias MS)





