
O início das obras do shopping Plaza Moreninha, do grupo paulista Ícone Costa Hirota, depende agora apenas da remoção de algumas famílias em ocupação irregular, segundo informou nesta segunda-feira (23) o titular da Segov (Secretaria de Governo e Relações Institucionais) Antônio Lacerda.
Segundo o secretário, reunião realizada no último dia 12 de setembro, na Prefeitura, contou com várias pastas da administração municipal, além dos investidores. No encontro, ficou acertado que a construção de uma nova via de acesso às Moreninhas – que era o principal empecilho para o início das obras e que depende da Prefeitura – poderia ser realizada posteriormente.
Na ocupação em questão havia cerca de 60 famílias, mas a maior parte já foi removida para o Residencial José Maksoud, inaugurado em 2014 na Moreninha IV. Atualmente, estima-se que apenas seis famílias permaneçam no local. “O empreendimento não depende da via, está na dependência apenas da desocupação de algumas poucas famílias que se encontram numa área pública e que afeta o empreendimento, o que será providenciado pela PGM (Procuradoria Geral do Município) e pela Emha (Agência Municipal de Habitação). Após isso, o empreendimento iniciará os trabalhos de terraplenagem do local”, apontou Lacerda.
O shopping deve ficar pronto em até 24 meses após o início das obras e deve gerar, após sua construção, mais de 3 mil empregos diretos. O Plaza Moreninha será construído em área de cerca de 73 mil m², na Rua Ipamerim, nas Moreninhas II, ao lado do Banco do Brasil. O projeto apresentado em 2017 prevê 124 lojas, sendo duas âncoras, praça de alimentação, um supermercado e cerca de 770 vagas de estacionamento. O investimento é estimado em cerca de R$ 100 milhões.
GDU e via de acesso
Há cerca de um mês o grupo Ícone Costa Hirota havia solicitado a renovação da GDU (Guia de Diretrizes Urbanas) junto à Prefeitura de Campo Grande – o documento é necessário para alvará de construção de grandes empreendimentos e traz diagnóstico de melhorias necessárias também no entorno da obra.
A propósito, teria sido justamente devido à esta GDU que a empresa encontrou dificuldade para tocar o projeto. Segundo o guia, a construção de uma segunda via de acesso à região seria necessária, a fim de evitar congestionamentos, promover fluidez e facilidade de acesso ao empreendimento.
Todavia, na reunião da última semana, essa exigência teria sido flexibilizada. Lacerda não informou se a via será providenciada posteriormente à construção do shopping, mas a Prefeitura de Campo Grande já chegou a submeter ao CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) uma carta-consulta para a construção do novo acesso.
Inicialmente, a expectativa é que o novo acesso às Moreninhas, quando houver, seja providenciado a partir de um prolongamento da Avenida Rita Vieira, cruzando a Avenida Guaicurus até alcançar as Moreninhas.




