‘QUE GOLPE É ESSE? NÃO CONSIGO ENTENDER’, DIZ NOVO COMANDANTE DA MARINHA

O senhor se surpreendeu com a demissão do ministro Azevedo e Silva e dos comandantes? Foi um trauma? Foi uma surpresa, mas não foi um trauma. É um processo normal de mudança. As mudanças ocorrem em função de um contexto.

Ficaram feridas? Conosco não.

O presidente disse, em meados de abril, que aguarda a sinalização do povo para tomar providências. Esse tipo de fala mais provocativa incomoda a Marinha? De jeito nenhum. O que incomoda a Marinha é ter pouco orçamento, ter pouco navio, não ter mais oportunidade de apoiar a população brasileira.

Esses arroubos do presidente não causam desconforto? Não são conosco. Ele fala com a população como um todo. Ele tem uma grande base eleitoral. Como cidadão, vejo os números de pesquisa apresentados. Dois anos de mandato é um momento crítico para todo presidente. Temos uma pandemia. E, ainda assim, ele tem uma grande base que o acompanha nas redes sociais, que o recebe nos locais a que ele vai. Então, ele fala para o eleitorado dele, com as bases dele.