Projetos e premiações marcam encerramento de atividades da sala de Altas Habilidades da Reme

Professores, alunos e coordenadores da Sala de Altas Habilidades e Superdotação da Rede Municipal de Ensino (Reme) realizaram, nesta quinta-feira (12), o encerramento das atividades desenvolvidas durante o ano, com a apresentação de protótipos de robótica, números musicais e premiação de alunos que conquistaram medalhas na Olimpíada Brasileira de Robótica.

O evento aconteceu no Centro de Formação da Secretaria Municipal de Educação e contou com a presença da secretária municipal de Educação, Elza Fernandes, secretária-adjunta, Soraia Campos, superintendente de Gestão das Políticas Educacionais da Reme, Waldir Leonel e a chefe da Divisão de Educação Especial, Lizabete Coutinho.

A comunidade escolar teve a oportunidade de conhecer os projetos recentes desenvolvidos pela oficina de robótica da sala, além de conferir telas pintadas durante as aulas e uma cantata de Natal, que reuniu os alunos que participam das oficinas artísticas e musicais.

A secretária Elza Fernandes lembrou os projetos que foram destaques em prêmios nacionais e falou sobre a valorização dos alunos com altas habilidades. “Antes eles eram vistos como alunos indisciplinados porque eles estavam além das atividades propostas, hoje eles têm o talento reconhecido através de projetos que buscam desenvolver seus talentos”, afirmou.

O investimento em cursos de capacitação para que os professores percebam, em sala de aula, os alunos que têm habilidades diferenciadas é uma ação constante da Reme, segundo frisou a chefe da Divisão de Educação Especial, Lizabete Coutinho.

“Hoje temos 50 alunos com altas habilidades e nossa meta é descobrir cada vez mais estas crianças, por isso é importante ter um olhar sensível para perceber estes talentos”, disse.

Oficinas e premiações

O professor de Robótica, Juscelino Rodrigues Macena Júnior, explicou que os projetos apresentados no evento ainda estão em fase inicial e um deles, a mão biônica, deverá ser apresentada na terceira maior feira científica do mundo, que acontecerá no Pará, no final de 2020. Depois de concluída, a mão poderá ser operada à distância, via Bluetooth, sendo útil em tarefas, por exemplo, na área médica.

Outro projeto é um controlador de qualidade de água, construído com uma placa de arduíno, luz de led, copos plásticos, fios de cobre e canudos plásticos e que, após sua conclusão, poderá ser produzido com baixo custo para a população verificar a qualidade da água consumida.

O último protótipo apresentado foi de um tradutor de código morse, que poderá auxiliar na interpretação da Língua Brasileira de Sinais.

Ainda houve a entrega de medalhas de bronze a três alunos que participaram da Olimpíada Brasileira de Robótica, que concorreram com 28.352 crianças do Brasil todo.

A funcionária pública Luzia Terezinha da Silva Corado, mãe do aluno Vitor, de oito anos, disse que há um ano e meio decidiu tirar o filho da rede privada para que ele tivesse a oportunidade de desenvolver suas habilidades na sala.

Vitor frequenta as oficinas de música, artes e  desenho. “Esse projeto é uma maravilha. Para mim e para meu filho está sendo uma experiência muito importante porque a partir do momento em que ele foi inserido na sala de aula de Altas Habilidades, ele melhorou a questão da ansiedade e do nervosismo. Meu filho tinha problemas na outra escola, era considerado bagunceiro por terminar tudo muito rápido e perder o foco e interesse pelo que está fazendo”, explicou.

O próprio Vitor reconhece seu desenvolvimento emocional.  “Gosto de todas as oficinas. Eu era inquieto e melhorei meu comportamento. Também aprendi a tocar lira e outros instrumentos na sala”, ressaltou.