A partir da próxima segunda-feira (27), cerca de 500 profissionais de saúde vão começar a receber capacitação sobre a implementação do Método Wolbachia que ocorrerá este ano aqui na Capital.
O Método Wolbachia consiste na liberação de Aedes aegypti com Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais e gerar uma nova população destes mosquitos, todos com Wolbachia.
A Wolbachia é um microrganismo intracelular presente em 60% dos insetos da natureza, mas que não estava presente no Aedes aegypti. Quando presente nestes mosquitos, ela impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro do mosquito, contribuindo para redução destas doenças.
Uma vez que os mosquitos com Wolbachia são liberados no ambiente, eles se reproduzem com mosquitos de campo e ajudam a criar uma nova geração de mosquitos com Wolbachia.


“Antes das liberações, fazemos o engajamento da população, que é uma fase em que dialogamos com os moradores para apresentar como o Método Wolbachia funciona e tirar as dúvidas”, explica o entomologista e gerente de projetos do WMP Brasil, Gabriel Sylvestre.
As capacitações dos agentes de saúde ocorrerão até o dia 03 de fevereiro. Depois, os profissionais começarão a realizar as atividades junto à comunidade.
De acordo com o gerente do WMP Brasil/Fiocruz, as liberações de mosquitos ocorrerão em fases e deverão ocorrer até 2023 para cobrir todo o município. “Cada rodada de liberação dura cerca de 16 a 20 semanas. Todos os mosquitos soltos têm Wolbachia que é uma bactéria que só vive dentro da células dos mosquitos, ou seja não pode ser transmitidas para seres humanos e animais.”
Sylvestre ainda enfatiza que o Método Wolbachia não envolve modificação genética e é uma medida complementar. A população e o governo devem continuar a fazer todas as ações para o controle da dengue, zika e chikungunya.





