Palmeiras goleia adversário

Com estreia no Brasileirão marcada para o próximo domingo, Abel Ferreira decidiu escalar o Palmeiras com apenas dois titulares nesta quinta-feira, quando o Verdão goleou o Universitario por 6 a 0, pela última rodada do Grupo A da Libertadores.

O desempenho palmeirense foi elogiado por Abel Ferreira. Em entrevista coletiva no Allianz Parque, o treinador afirmou também que o sistema ofensivo do Verdão pode evoluir e ganhar experiência com a sequência de decisões.

– Há espaço para melhorar, creio que isto é claro para todos. Pela juventude que temos, pela casca que vamos criando com vitórias e derrotas. Temos uma equipe com muitos jovens, mas a verdade é que estar nas finais, ter estas experiências, isto dá cancha, experiência, sabedoria. Muito importante para eles.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras — Foto: Staff Images/Conmebol

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras — Foto: Staff Images/Conmebol

Do time que perdeu a final do Paulistão no último domingo contra o São Paulo, apenas Weverton e Gustavo Gómez iniciaram o confronto desta quinta-feira, no Allianz Parque.

No próximo domingo, o Verdão volta a campo para enfrentar o Flamengo, no Maracanã, em jogo válido pela estreia no Campeonato Brasileiro.

– Temos pouco tempo para treinar, fazemos muito trabalho específico e individual com os jogadores, muita análise de vídeo. Falo para os jogadores entenderem as dinâmicas ofensivas, porque o processo mais difícil para se treinar é o ofensivo. Desde que cheguei, os jogadores estão de coração e mente aberta para ouvir nossas ideias e a resposta vem em campo. Muito contente pelo empenho deles. Não vamos ganhar sempre, mas vamos sempre lutar para ganhar. É o que vamos continuar fazendo – afirmou o português, que também foi questionado sobre campanha na Libertadores e críticas recentes.

– Quando cheguei aqui, a primeira entrevista disse que não vim para passar férias. Acho que fui claro, mas às vezes não lemos as entrelinhas, não prestamos atenção em tudo que o treinador fala. Disse que vim aqui para ganhar, com o clube e meus jogadores. No futebol precisa ter vilão, herói, um derrotado e um vencedor. Quando ganha, vão elogiar; quando perde, vão criticar. Faz parte do futebol, estou nisto há 22 anos, sei como funciona dentro e fora. Minha filosofia de trabalhar com os jogadores tem muito a ver com o lado humano, equilíbrio, foco no que tem de fazer e com uma intensidade grande. Dando o melhor de ti, seja qual for o resultado, só tem que dormir de consciência tranquila. Isto que eu, minha equipe técnica e jogadores procuramos fazer.

FontePor Redação do ge — São Paulo