No Pantanal do Nabileque, governo abre estrada e constrói pontes e galerias

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O acesso rodoviário ao Forte Coimbra, tombado em 1972 como patrimônio histórico nacional, projetado pelo Governo do Estado, vai tirar do isolamento secular uma das regiões mais produtoras de gado de corte do Pantanal de Mato Grosso do Sul: a Ilha do Nabileque, formada por grandes fazendas em uma extensão de 500 mil hectares. Faltam apenas 27 km pela MS-243 para se chegar ao Rio Paraguai, a partir da BR-262.

“Lutamos há duas décadas por essa ligação, hoje uma realidade graças ao apoio do nosso governador Reinaldo Azambuja”, afirma o pecuarista Sérgio Jacinto Costa, há 16 anos criando gado na fazenda Touro Morto. “Com a estrada tudo melhora, vem a energia, o gado pode sair de caminhão na cheia, o ônibus entra para levar as crianças para a escola. O acesso vai transformar essa região, que tem o maior índice de produção do Pantanal”, completa.

Em processo de licitação do projeto de engenharia pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), a obra de implantação dos 27 km da MS-243 integra o pacote de obras para os 79 municípios lançado em março pelo governador Reinaldo Azambuja, com investimentos de R$ 4,2 bilhões. O Pantanal será contemplado com cascalhamento e implantação de 466 km de estradas e pontes, beneficiando oito regiões do bioma.

Estrada muda a realidade

A chegada da infraestrutura viária no Nabileque, em Corumbá, evitou a mortandade de bovinos na grande cheia de 2018, ano em que o Governo do Estado, com a parceria dos fazendeiros, implantou 29 km da MS-243 a partir da ponte do Rio Nabileque, em direção à ilha. Até então, a estrada terminava na travessia do rio e o gado enfrentava a cheia para seguir em comitiva até as áreas altas. Hoje o tráfego de caminhões já é possível em 126 km da MS-243.

FontePortal do Governo MS / Texto: Sílvio de Andrade (Subcom)/ Fotos: Saul Schramm