O pano de fundo foi protesto no dia 29 de novembro do ano passado. A abertura do “Natal dos Sonhos” terminou com guardas municipais agredindo manifestantes, inclusive mulheres e idosas.
Ao se defender em uma entrevista ao programa “Tribuna Livre”, da FM Capital, a prefeita acusou os adversários de levarem para o protesto “bandidos armados”.
Como a prefeita tem foro especial, o recebimento da denúncia foi analisado pela Seção Especial Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Contudo, o processo da queixa-crime foi para um juiz de primeira instância marcar o julgamento, ouvir testemunhas e interrogar a prefeita.
A defesa de Adriane Lopes arrolou quatro testemunhas. Dirceu Cabral e Eduardo Ribeiro Sakamoto para esclarecerem a dinâmica da ocorrência no evento, a atuação da Guarda Civil Metropolitana, abordagem, comportamento dos presentes e o contexto fático que antecedeu a entrevista.
Até fevereiro, Eduardo aparecia na folha de pagamento como guarda civil metropolitano, com cargo de confiança de gestor operacional. Conforme o Portal da Transparência, Dirceu também é guarda civil metropolitano.
As testemunhas Jociane Dias da Silva e Maria Angélica Fontanari de Carvalho e Silva deverão esclarecer o contexto de mobilização em grupos de WhatsApp e redes sociais, bem como a circulação de mensagens, vídeos e falas contra a prefeita Adriane e contra a gestão municipal.
Jociane é nomeada na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), enquanto Maria Angélica é secretária executiva da Mulher em Campo Grande.
As testemunhas de Marquinhos são: Elizangela Silva de Souza, Washington Alves Pagane (professor preso pela Guarda no Natal dos Sonhos), Fagner de Barros Umbelino, Andrea Flores, Ariane Valensuela (vice-presidente da Comissão de Mães Atípicas de Mato Grosso do Sul) e Maria Cristina Alves Zuza (idosa agredida).