Litígio milionário na Stock Car: Barrichello processa Scuderia Bandeiras por saída abrupta da modalidade

O piloto Rubens Barrichello está processando a Scuderia Bandeiras, de Átila Abreu, depois de a equipe sair de maneira abrupta da modalidade, no meio da temporada, em julho. Rubinho era um dos pilotos da Scuderia Bandeiras e pede, na ação, a resolução do contrato, a suspensão da cláusula de exclusividade e o pagamento de valores previstos no acordo, além de indenização por danos morais e à sua imagem. O ex-F1 atribuiu um valor de R$ 2,4 milhões à causa.

Na prática, o pedido de tutela de urgência busca liberar o piloto para negociar com outra equipe e retornar ao grid ainda este ano. Barrichello havia iniciado a temporada de 2026 pela Bandeiras, após 13 anos consecutivos na Full Time. Com a saída da equipe após cinco das 12 etapas previstas para o ano, o bicampeão ficou sem carro para disputar o restante do campeonato.

O dono e também piloto da equipe, Átila Abreu, surpreendeu os amantes da modalidade ao anunciar a saída do campeonato em 1º de julho. Abreu lançara a equipe na temporada passada e havia conseguido atrair nomes de peso: além de Rubinho, também defendiam a Scuderia Bandeiras os pilotos Nelsinho Piquet e Rafael Suzuki, enquanto Ingo Hoffmann (maior vencedor da história da Stock Car) e o ex-Fórmula 1 Christian Fittipaldi compunham o estafe técnico.

Acordos

 

Em entrevista ao site GE logo após o anúncio, Abreu disse que decidiu sair da categoria por suposto descumprimento de acordos contratuais por parte da organização da Stock Car. Segundo ele, não foram respeitadas decisões liminares. Ele também citou “uma questão tributária e diversos itens que nos trouxeram uma insegurança jurídica muito grande, que poderia afetar diretamente os nossos parceiros, patrocinadores, equipes e pilotos”.

Rubinho entrou com o processo na pessoa física e por meio da sua empresa, B11 Marketing Esportivo. A Justiça ainda não discutiu o mérito. A primeira decisão interlocutória questionou o foro escolhido pelo piloto: o processo foi distribuído na 10ª Vara Cível de Sorocaba, cidade na qual não está baseada nenhuma das partes do processo.

FonteGE

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