Obviamente ela é a melhor (de todos os tempos), acho que não há dúvidas disso, e é algo que me perguntam muito. Acho que a melhor resposta é que isso são negócios e o que acontecer, aconteceu, mas por ora ela está no UFC, é a campeã dupla do UFC, eu estou na PFL e sou campeã, tenho uma temporada difícil pela frente, ela tem uma luta dura por vir, então vamos levar uma luta de cada vez.
Confira mais temas comentados por Kayla Harrison na entrevista ao Combate:
Fim das comparações com Ronda Rousey
– As pessoas seguiram adiante. Ronda seguiu com sua vida, não está mais envolvida com MMA. Ela sempre será parte da história do MMA, especialmente no feminino, mas além de sermos duas judocas louras, somos muito, muito diferentes. As pessoas finalmente estão reparando nisso.
Diferenças de estilo entre ela e Ronda
– Francamente, não sou tão espetacular. Sou uma lutadora inteligente, devagar, metódica, vou te cansar e te quebrar e fazer ground and pound até eu ver uma finalização ou vou continuar te batendo. Para muita gente, provavelmente não sou tão empolgante, porque não faço chaves de braço voadoras loucas ou algo assim! Mas meu objetivo é vencer e ser a melhor, não é ser famosa, receber atenção ou levar o esporte (para cima). Ela já fez esse trabalho duro, agora meu trabalho é só vencer e continuar subindo.
Arte marcial favorita depois do judô
– Eu amo todas! É tudo empolgante. Naturalmente, sou melhor no wrestling e jiu-jítsu, o lado de grappling, mas adoro o muay thay, kickboxing, boxe. Adoro todas! Vou trabalhar empolgada todos os dias, não tem nada que eu não goste de fazer. Amo todos os meus treinos, todos os meus treinadores, meus colegas. Todo dia é Natal para mim.
– Mais do que tudo, é o “problema do MMA” que eu gosto. É quando você junta tudo e tem que sempre estar alerta, sempre tem que estar com as mãos erguidas, sempre tem que estar pronta. É isso que realmente gosto. É descobrir como impor minha vontade sobre minha adversária sem ser nocauteada, sem ser derrubada ou finalizada. É o maior desafio e é por isso que é tão empolgante.
A chegada à American Top Team
– Fui a várias academias quando comecei. Eu treinava em Boston na época, mas logo entendi que não chegaria onde queria treinando lá. Então fui à academia do Frankie Edgar, fui a Vegas e vim pra cá. Quando vim para a American Top Team, logo percebi que era o encaixe perfeito para mim. É a melhor academia no mundo, as melhores lutadoras do mundo treinam aqui, alguns dos melhores treinadores do mundo estão aqui, e amei. Mais importante, eles têm um sistema. Eles têm um mapa para ser bem sucedido e vencer.
Segredo da rápida adaptação ao MMA
– Sou obcecada em ser a melhor. Eu estou na academia treinando pelo menos duas vezes por dia, às vezes mais. Comecei a treinar em 2017 e em 2018 já tinha me mudado pra cá e estava fazendo sparring com Amanda, treinando com os melhores treinadores do mundo, e estava na academia todos os dias. Parece fácil, mas é muito trabalho duro e muitas mentes inteligentes. O que é muito bom dos meus treinadores é que eles não tentam me mudar. Eles não tentam me tornar uma striker ou uma kickboxer, não tentam me fazer dar chutes rodados. Eles continuam desenvolvendo meu jogo para que fique cada vez melhor a cada luta. E eventualmente, espero chegar ao ponto que eu seja uma grande trocadora e possa dar chutes rodados. Mas por ora o objetivo é ser a melhor. Você tem que pegar o seu ponto forte, sua fundação, e construir em cima disso. E acho que também é minha mentalidade, trago a mentalidade de uma campeã olímpica. Nada é bom o bastante, nunca estou feliz com o OK, quero ser perfeita todas as vezes. Treino perfeito leva à perfeição.
Kayla (à esquerda) busca a segunda vitória nesta temporada — Foto: divulgação/PFL
Luta contra Cindy Dandois
– Cindy é uma judoca, ela tem muita experiência, é uma veterana do esporte. Para ser sincera, estou um pouco chateada, ela era a única que eu não queria enfrentar, porque acho que ela teve uma estrada muito difícil. Ouvi uma entrevista dela que disse que ela tem seis filhos, ela está nos EUA treinando sem eles, e sua mãe acabou de morrer de câncer… Pensei, “Cara, não quero enfrentá-la!” Porque sei também que é a última corrida dela, ouvi que vai se aposentar quando terminar a temporada. Não quero ser quem vai fechar o caixão. Mas negócios são negócios, é o meu trabalho e estou pronta.
Possível trilogia com Larissa Pacheco na final da PFL
– Tenho muito respeito pela Larissa, acho que ela é uma lutadora incrível. Mas de forma egoísta, eu gostaria de enfrentar outra pessoa diferente, só para continuar a ganhar experiência e enfrentar adversárias diferentes. Já venci duas lutas contra ela e acho que não perdi nenhum round. Só para mudar um pouco com uma adversária diferente. Mas tenho quase certeza que ela vai à final, não vou receber meu desejo (risos).
O Combate transmite o PFL 2021 #6 ao vivo e com exclusividade nesta sexta-feira a partir de 19h30 (horário de Brasília). O SporTV 3 e o canal do Combate no YouTube exibem as duas primeiras lutas ao vivo. Confira o card completo:
PFL 2021 #6
25 de junho de 2021, em Atlantic City (EUA)
CARD PRINCIPAL (22h, horário de Brasília):
Peso-leve: Kayla Harrison x Cindy Dandois
Peso-leve: Anthony Pettis x Raush Manfio
Peso-pena: Lance Palmer x Movlid Khaybulaev
Peso-pesado: Denis Goltsov x Brandon Sayles
CARD PRELIMINAR (18h30, horário de Brasília):
Peso-pesado: Bruno Cappelozza x Muhammed DeReese
Peso-leve: Larissa Pacheco x Olena Kolesnyk
Peso-pesado: Ante Delija x Chandler Cole
Peso-leve: Peso-leve: Genah Fabian x Julija Pajic
Peso-pesado: Renan Problema x Stuart Austin
Peso-leve: Taylor Guardado x Laura Sanchez
Peso-leve: Kaitlin Young x Mariana Morais
Peso-pesado: Klidson Abreu x Jamelle Jones