Governo está na iminência de fechar novo acordo por 100 milhões de doses da Pfizer, diz Queiroga

SÃO PAULO — O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (3) que o governo federal está “na iminência” de fechar um novo contrato com Pfizer para a compra de mais 100 milhões de doses da vacina contra o coronavírus. Atualmente já existe um acordo para a aquisição de 100 milhões de doses até setembro.

O segundo acordo, diz Queiroga, prevê a entrega de 35 milhões de doses só no mês de outubro. O ministro afirmou que espera vacinar metade da população com o imunizante da Pfizer em 2021. A declaração foi feita num evento na sede da Fiesp, em São Paulo.

— Um novo contrato com a Pfizer está na iminência de ser fechado para 100 milhões de doses da vacina. Ou seja, o Brasil terá à disposição 200 milhões de doses do imunizante da Pfizer. Isso equivale a imunizar cerca da metade da sua população ainda este ano, porque esse segundo contrato prevê para outubro 35 milhões de doses da Pfizer — declarou Marcelo Queiroga.

O imunizante da Pfizer exige armazenamento em temperaturas mais baixas do que os dois outros já utilizados atualmente no país (CoronaVac e AstraZeneca/Oxford).

Marcelo Queiroga também afirmou nesta segunda que o governo federal quer ampliar a testagem dos brasileiros e mencionou a necessidade de uma “política de quarentena”. O país convive com a pandemia de coronavírus desde março de 2020, mas, no entanto, até agora não há uma coordenação nacional para esses dois tipos de medida.

O ministro defendeu uma estratégia para implementar medidas de combate à pandemia nos transportes públicos. Ele afirmou que a lotação em ônibus, metrô e aviões contribuem para a circulação do vírus. Sugeriu também pensar numa política própria para funcionários de hospitais usarem veículos específicos para trabalhar, a fim de evitar passar por aglomerações no transporte público.

Marcelo Queiroga também afirmou nesta segunda que o governo federal quer ampliar a testagem dos brasileiros e mencionou a necessidade de uma “política de quarentena”. O país convive com a pandemia de coronavírus desde março de 2020, mas, no entanto, até agora não há uma coordenação nacional para esses dois tipos de medida.

O ministro defendeu uma estratégia para implementar medidas de combate à pandemia nos transportes públicos. Ele afirmou que a lotação em ônibus, metrô e aviões contribuem para a circulação do vírus. Sugeriu também pensar numa política própria para funcionários de hospitais usarem veículos específicos para trabalhar, a fim de evitar passar por aglomerações no transporte público.

Como publicou O GLOBO nesta segunda-feira, a redução da frota de ônibus e metrô em diversas cidades ampliou o risco de contaminação para quem depende do transporte público para trabalhar. Um ano após o início da crise sanitária, veículos públicos seguem lotados nas capitais brasileiras e expõem falhas do modelo de financiamento dos modais.