Giselle Marques: Estudiosa do Direito a serviço do meio ambiente e da sociedade

Ela traz no seu ‘DNA’ profissional a defesa da democracia, das liberdades individuais e dos direitos sociais e coletivos. Nascida em Campo Grande, cresceu em Corumbá, às margens do Rio Paraguai, onde apaixonou-se pela natureza. “Sou parte integrante do pantanal sul-mato-grossense”, diz Giselle Marques, “carrego comigo suas cores, seus entardeceres, seus mitos”. Estudou em escolas públicas como o Júlia Gonçalves Passarinho e o Maria Leite em Corumbá. Jamais imaginou que conquistaria o título de Doutora em Direito na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, e, recentemente, o pós-doutorado em Meio Ambiente na Uniderp MS.

Giselle Marques de Araújo, acumula títulos e, ao longo de sua carreira, militou em diferentes áreas, tornando-se uma referência no Direito Ambiental, segmento no qual é especialista, com foco na advocacia preventiva: “a minha clientela, hoje, é constituída por empresas e proprietários rurais que querem cumprir as normas ambientais. Existe um setor do agronegócio que percebeu, de forma inteligente, que os produtos gerados em um processo de produção sustentável tem melhor aceitação no mercado, alcançando melhor remuneração. Minha missão é contribuir para que os empreendimentos, desde a sua concepção, busquem soluções de forma a minimizar os impactos ambientais da atividade potencialmente poluidora”.

Atua na coordenação de equipes de Estudo de Impacto Ambiental, acompanha a elaboração dos projetos de engenharia, sugerindo locais adequados para a instalação do parque industrial e tecnologias para o tratamento dos efluentes. Uma frase que resumiria a atuação da advogada Giselle Marques hoje seria “planejar para não degradar”.

Nos mais de 30 anos como advogada, Giselle Marques, não parou de estudar e trabalhar pelas causas que considera de interesse de todos. Terminou o estágio pós–doutoral em Meio Ambiente em Setembro de 2020 e, como resultado, foi contratada como titular da cadeira de Legislação Ambiental do programa stricto sensu da UNIDERP. No curso, capacita Mestrandos e Doutorandos para o desenvolvimento sustentável e para a formulação e implementação de políticas privadas e públicas de conservação ambiental e desenvolvimento regional, com ênfase nos biomas do Cerrado e do Pantanal. “Tenho amor pelo conhecimento e a vontade latente de sempre saber mais. Por isso fui para o Rio de Janeiro estudar.
Voltei para o meu estado de origem Sul onde me formei em 1989, na querida turma B 89 da antiga FUCMAT, com o propósito de lutar pela preservação do Pantanal sul-mato-grossense, pelas áreas verdes e parques urbanos nos municípios de Mato Grosso do Sul”, enfatiza.

MERGULHO NA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

A paixão ambiental despertou quando Giselle percebeu que Campo Grande vinha se tornando mais e mais quente, com clima seco e desagradável. Quis saber o motivo, passando a estudar nos cursos de Mestrado e Doutorado, as alterações climáticas, sua relação com o desmatamento e a emissão de gases na atmosfera; as mudanças no curso do rio Taquari e as quedas extremas do nível do rio Paraguai, em cujas margens ela cresceu. A partir daí, mergulhou nos estudos em defesa do meio ambiente, chegando a ocupar a chefia do setor responsável pela emissão das licenças ambientais no estado de Mato Grosso do Sul, a Gerência de Controle Ambiental do antigo IMAP, atual IMASUL.

“Avalio minha atuação em defesa do meio ambiente como uma grande oportunidade de poder contribuir com a consciência social e a preservação de todas as formas de vida. Percebi que é a causa mais importante de todas porque se ocupa da nossa Casa Planetária e quero deixar esse legado, lutando por garantias de um futuro equilibrado e aprazível para as gerações futuras”, diz a advogada.

Giselle Marques define seu trabalho na área ambiental como preventivo e amparado na legislação brasileira protetiva ao Meio Ambiente. Ela avalia que, se as normas forem seguidas pelas empresas e pessoas físicas, todos serão beneficiados, tanto o setor produtivo como a sociedade.

“O Direito é um importante instrumento de defesa da Pessoa Humana, do Meio Ambiente e da Justiça. É a proteção do cidadão contra os arbítrios do Estado e de poderosos grupos econômicos que estão mais preocupados com “ter” do que “ser”, Giselle Marques, advogada.

PELA PRESERVAÇÃO DA MATA NATIVA

Em defesa da preservação ambiental, a advogada não foge à luta. Entre 2019 e 2020, mobilizou diversas entidades contra o desmatamento em áreas do Parque dos Poderes, onde o Governo do Estado começou a derrubar árvores nativas para ampliar os estacionamentos das unidades administrativas do estado. A ação gerou uma série de atos públicos e protestos e obteve apoio de importantes setores da sociedade civil organizada, como ADFUMS, Sindicato dos Jornalistas, ACP, fortalecendo a atuação do Ministério Público Estadual (MPE), que obteve uma liminar judicial suspendendo o desmatamento em 3,3 hectares do Parque dos Poderes. No entanto, a briga pela preservação da mata nativa do Parque dos Poderes não terminou aí, continua tramitando na Justiça.

DEFESA DAS MULHERES

Giselle Marques destaca-se, ainda, na defesa dos direitos das mulheres. Coordena o movimento Juristas pela Democracia, criado em 2016, ano que a OAB intitulou como sendo o “ano da mulher advogada”. Naquele momento, a OAB MS votou a indicação da lista sêxtupla com candidatos para a vaga de desembargador no Tribunal de Justiça de MS, pelo Quinto Constitucional.

Surpreendentemente, nenhuma única mulher foi prestigiada dentre os seis nomes indicados pela gestão da OAB, mesmo as candidatas possuindo currículos bem melhores do que os dos candidatos do sexo masculino. “Foram desprezadas candidatas com Doutorado e Pós- -doutorado”, diz Giselle Marques, “por isso ocupamos a sede da OAB para exigir o respeito às mulheres advogadas”.

Embora não tivesse se candidatado à vaga, Giselle lutou pelo reconhecimento das advogadas que o fizeram, lutando assim pelos direitos de todas as mulheres. A diretoria executiva daquela gestão também não prestigiou sequer uma mulher, “apesar de atualmente as mulheres serem maioria na nossa categoria”. O movimento carimbou a postura combativa das mulheres advogadas, que se sentiram subjugadas pela entidade na exclusão dos seus nomes na disputa.

Giselle considera inaceitável o preconceito por questões de gênero em pleno século 21, com a mulher ocupando parte expressiva na força produtiva e numa sociedade em constante transformação. Cita como exemplo do domínio masculino em cargos de poder, a direção da OAB MS, que em toda a sua história, só teve uma presidente no cargo; e lamenta que nunca uma mulher tenha sido indicada para presidir o Conselho Federal da OAB no Brasil.

PRÉ-CANDIDATURA

Por sua trajetória atuante, o movimento intitulado PELA OAB QUE QUEREMOS, definiu a pré-candidatura da advogada Giselle Marques para disputar a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional MS (OAB MS) nas eleições que devem ocorrer em novembro de 2021.

Ela comenta que esse movimento surgiu porque muitas advogadas e advogados perceberam que a OAB está muito distante dos profissionais que sobrevivem da advocacia; e que é necessária a mudança e renovação dos quadros da Ordem, que deve ser ocupada por quem de fato depende do exercício da advocacia como profissão.

“A OAB deve fazer uma grande campanha de esclarecimento quanto aos custos da advocacia, de forma que a sociedade saiba que a nossa profissão precisa ser bem remunerada. Não incentiva e não fiscaliza a prática da Tabela de Honorários mínimos da advocacia, o que contribui para aviltar a nossa profissão. Queremos que a nossa entidade lidere um processo de valorização da nossa carreira, fortalecendo a advocacia pública e também a advocacia privada”, defende a pré-candidata.

A MULHER GISELLE MARQUES

Além de uma estudiosa do Direito, advogada atuante e pulso firme na defesa das causas nas quais acredita, Giselle Marques também cumpre seu papel de mulher, mãe, esposa, e professora universitária.

Casada há mais de vinte anos com o empresário Gustavo Corrêa Bezerra de Araújo, leia-se Bezerra de Araújo Corretora de Seguros, ela tem três filhas- Ieda Valéria, 26, advogada como ela, que vive há dois anos na Austrália, Helena, 21, acadêmica de Psicologia na UFMS, e a caçula, Heloísa, 13 anos, e cuida da família como todas as mulheres.

“A participação da mulher nos espaços públicos ainda é muito difícil por conta das diferentes tarefas que temos de cumprir em diversos papéis que a contemporaneidade nos coloca. Temos que ser boas esposas, mães, profissionais competentes. Além de todos esses papéis, a mulher ainda tem que ser e se manter bonita. Se exige muito da mulher no contexto atual, e, até por isso, as mulheres participam pouco dos espaços de poder”, frisa Giselle Marques.

TRABALHO COM PAIXÃO LIVROS PUBLICADOS

Para a pós-doutora, autora de diversos livros e artigos publicados em renomadas revistas científicas, inclusive com Qualis A1, o segredo de uma atuação bem sucedida no Direito é o estudo contínuo, a honestidade no trato com o cliente e nas suas reais possibilidades de vitória, e, acima de tudo, o cuidado e empenho nas questões que são caras para as pessoas.

“Amo o que faço e recomendo aos jovens advogados que lutem pelo que acreditam e ajudem o próximo. Vivam com paixão a aventura da vida. O sucesso profissional virá como consequência”, diz Giselle Marques.

Com amplo conhecimento de mais de três décadas dedicadas ao Direito, ela diz aos profissionais jurídicos, que ganhar dinheiro é consequência de um trabalho feito com paixão. Antes de tudo, recomenda, o advogado deve ser útil, auxiliar as pessoas na solução dos seus problemas, porque a vida não é igual para todos e os que detêm conhecimentos devem auxiliar os menos favorecidos.

Acesse o currículo completo de Giselle Marques de Araújo no link: http://lattes.cnpq.br/7499143357798035

Contatos:
GISELLE MARQUES ADVOCACIA
Fone: 3326-7026;
e-mail: giselle_marques@hotmail.com

Vídeo Importante: Clique aqui para assistir

Candidata à presidência da OAB/MS.
Chapa: OAB 4.0 Mudança de Verdade 💚
Advogada, Doutora em Direito e
Pós-doutora em Meio Ambiente

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