Galvão torce por sucesso da Copa América e pede investigação de Caboclo: “Áudios são terríveis”

O afastamento de Rogério Caboclo da presidência da CBF e a opção dos jogadores da seleção brasileira, que decidiram disputar a Copa América, foram temas de abertura do programa “Bem, Amigos”, nesta segunda-feira. Galvão Bueno, que já se mostrou contra a disputa da competição no Brasil, mais uma vez demonstrou preocupação com o momento da pandemia no país, mas ressaltou que torcerá para que o evento dê certo.

– Quando o futebol brasileiro voltou no ano passado, eu fui contra. Um produto nosso. Quando voltou a Copa do Brasil, também fui contra. Até a desse ano achei prematura. Tive a felicidade de fazer um jogo do Brasil (contra o Equador) na sexta, mas disse na transmissão que gostaria de fazer esse jogo mais à frente. O fato de trazer todas essas pessoas, praticamente mil pessoas, para circular no Brasil tinha que ser mais conversado e discutido. A Conmebol permitiu que, quem quiser, vir jogar e voltar a treinar em casa. A Argentina já se decidiu. O CT da Argentina fica a menos de 10 minutos do aeroporto. Vem em voo fretado que a Conmebol pagará.

– E, se tiver a Copa América, vou torcer muito para que dê tudo certo. Que não tenhamos grandes problemas com a pandemia, que não tenhamos transmissões de novas cepas. Vou torcer muito para que tudo funcione – disse Galvão, na abertura do “Bem, Amigos”.

 

– E agora? O Rogério Caboclo era o homem mais poderoso do futebol brasileiro, pelo menos no papel. Ele foi afastado pelo Comitê de Ética da CBF. As minhas informações davam conta que ele seria afastado realmente. Tem uma palavrinha chamada ética que é complicada e durante muitos anos não rimou com a CBF. Eu não sou investigador, promotor, advogado de defesa ou juiz. Mas eu tinha a obrigação de dizer que o caso tinha que ser averiguado com toda seriedade. Os áudios são terríveis. Vimos no Fantástico. Todo possível assédio é horrível. Não estou pré-julgando. Mas qualquer assédio tem que ser combatido da forma mais firme.