A advogada da campanha Maria Cláudia Buchianeri disse que precisa de uma transparência real. Segundo ela, a resposta acontecerá antes mesmo do segundo turno das eleições.
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A campanha do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que irá analisar os sigilos telefônico e bancário apresentadores pela campanha de Lula (PT) antes de entregar os documentos oficialmente ao TSE.
O senador eleito sob júdice Deltan Dallagnol falou em nome da campanha dizendo que vai analisar ‘se os documentos estão completos’.
‘Eu vou, então, analisar esses documentos que serão entregues, num primeiro momento, verificar a completude deles e, num segundo momento, nós estaremos analisando todos os indícios de enriquecimento ilícito de ocultação patrimonial relativos a Lula, e as pessoas próximas, incluindo o seu braço direito e chefe de gabinete, Marcola’.
A advogada da campanha Maria Cláudia Buchianeri disse que precisa de uma transparência real.
Segundo ela, a resposta acontecerá antes mesmo do segundo turno das eleições.
‘Nós fizemos a nossa pedida e ontem a campanha do presidente topou. E nós topamos a pedida deles. Então, absolutamente tudo aquilo que foi pedido na petição do presidente Lula, a campanha de Flávio vai oferecer sem nenhuma reserva’.
Pouco depois das 11h desta quinta-feira (22), a campanha do presidente e candidato à reeleição Lula (PT) protocolou no TSE a autorização para atender às condições impostas pelo candidato Flávio Bolsonaro para abrir os sigilos bancário e telefônico. O ex-ministro Camilo Santana afirmou que Lula não se opõe às exigências do rival para aceitar o desafio do presidente.
Santana era um dos presentes, junto com advogados da campanha e o deputado federal Guilherme Boulos.
A campanha petista cobrou que Flávio também apresentasse a autorização até as 11h no Tribunal Superior Eleitoral. Flávio Bolsonaro afirmou que aceita abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que Lula inclua outras pessoas na medida, como o ex-assessor conhecido como Marcola.
Durante ato de campanha em Belo Horizonte, o presidente Lula comparou o desafio do sigilo ao jogo de truco, e voltou provocar o adversário.
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Campanha de Lula entrega documentos aceitando solicitação de Flávio Bolsonaro sobre liberação de registros telefônicos e de contas. — Foto: Rany Veloso/CBN
“Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs. Presidente não tem nada a se opor ao que ele colocou condicionantes. Amanhã às 11h estaremos no TSE para protocolar a resposta do presidente e é o prazo para ele estar la também”, disse Santana.
Flávio Bolsonaro entrou com uma resposta no TSE na terça-feira em que disse aceitar abrir os sigilos dos últimos 20 anos e também liberar dados do pai, do ex-presidente Jair Bolsonaro, e dos irmãos, desde que Lula cumpra essas condicionantes. A alegação do candidato do PL é de que, ao autorizar quebrar o sigilo dos dados, Lula ocultava informações que estariam em nome de terceiros e não nas contas diretas vinculadas a ele.
Após Lula aceitar condições para abrir sigilos, Flávio discursa em Fortaleza e não cita o tema
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O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participa de ato político com apoiadores na Avenida Paulista, na região central de São Paulo (SP) — Foto: Luiz Rodrigues/AtoPress/Agência O Globo
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, discursou em um ato de campanha em Fortaleza nesta quarta-feira (21), depois de a campanha do presidente Lula, do PT, anunciar que aceita as condições impostas por ele para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos. Em cerca de sete minutos de fala, no entanto, o senador não mencionou o tema.
“Faltam só quatro dias para a gente tirar o Brasil do cativeiro, para a gente libertar o país da era do Lula, porque acabou para ele, acabou para o PT”, afirmou.
O candidato disse ainda que vai “aposentar o Lula” no domingo e rebateu o que chamou de fake news da campanha adversária, como a de que acabaria com o Bolsa Família e com direitos de aposentados. Também fez um aceno ao público LGBT e disse que, com ele, homossexuais “vão prosperar como todo cidadão brasileiro”.
Na segurança pública, Flávio prometeu que integrantes de facções “vão ser presos ou vão ser neutralizados pela polícia” e defendeu que menores de idade que cometem crimes respondam como adultos. Repetiu a defesa da castração química para condenados por estupro e abuso de crianças e propôs que jovens a partir de 16 anos possam tirar carteira de motorista. O senador também citou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e disse que ele está proibido de dar entrevistas.
Flávio passa a quinta-feira em Brasília, sem agendas públicas de campanha.





