Com clima pesado para técnico e diretor, clube foca no resultado de campo antes de voltar a mirar contratações. Jogadores se fecham ainda mais em meio a cobranças internas
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A reação do Flamengo na boa atuação diante do Vitória foi vista internamente como uma resposta do elenco à má fase em campo e a busca do clube por reforços, mas nos bastidores há um recado velado dos jogadores, que pesam o clima em relação ao técnico Leonardo Jardim e ao diretor José Boto.
A semana de Libertadores se inicia com o jogo fora de casa contra o Cruzeiro, pelas oitavas de final, mas a tranquilidade está longe de pairar sobre o Ninho do Urubu. Nos últimos dias, os relatos são de uma situação delicada na relação dos atletas com o treinador e o dirigente português. A diretoria, inclusive, congelou as ações no mercado e quer focar nos dois jogos decisivos, antes de novas investidas.
Trincheiras no Ninho
Neste momento, cada setor do futebol se fecha entre os mais próximos. Os atletas estão alinhados para que as diferenças pessoais e em relação ao trabalho de Boto e Jardim não influenciem nos resultados, e principalmente não atrapalhem o desempenho. No dia a dia, há queixas sobre métodos deficientes para que o time atue com força e intensidade até o fim do ano.
Existe, contudo, quem veja essa ascendência dos jogadores com cada vez mais poder como um cenário em que o clube fica refém. Mesmo desgastados, Boto e Jardim têm cobrado melhorias de desempenho e comportamento, e apontam também para os profissionais do futebol, além dos atletas.
Os bastidores também revelam funcionários do CT alinhados aos interesses dos jogadores e, em alguns momentos, a mercê suas vontades. O cenário leva a demora na liberação dos atletas para atividades de treinamento e jogos quando a comissão técnica solicita. O que gera críticas de Jardim por não ter os jogadores dentro do prazo estipulado pelos médicos.
Contratado por Bap e Boto para ser essa voz firme no vestiário, o técnico acaba se desgastando com o elenco e os profissionais da comissão do clube. Tanto o presidente quanto o diretor não são adeptos a cobranças diretas. O que abre mais espaço para uma ascendência crescente dos jogadores.





