Fechamento do Extra deve deixar mais de 300 desempregados em Dourados

Prefeitura de Dourados trabalha para realocar os funcionários em outras empresas

Movimento cresceu após notícias de ofertas. (Foto: Marcos Morandi, Midiamax)

Depois de 10 anos em funcionamento em Dourados, o Hipermercado Extra decidiu fechar as portas e deve deixar mais de 300 pessoas desempregadas na cidade. Embora o Grupo Pão de Açúcar, que controla a empresa, ainda não tenha se manifestado oficialmente, a notícia não é segredo entre os funcionários, que confirmam a medida.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Econômico, Cláudio Gaiofatto, que esteve em reunião com representantes do grupo, a prefeitura vinha há cerca de 120 dias conversando com a diretoria do grupo responsável pelo hipermercado para impedir o fechamento, e evitar o desemprego de mais de 300 pessoas.

Cláudio Gaiofatto disse que a prefeitura foi informada que a decisão do grupo ocorre por uma necessidade de reestruturação . Segundo ele, o município trabalha agora para tentar realocar os funcionários que serão demitidos em outras empresas da cidade e que já existe negociações para a vinda de uma outra empresa no local.

O Hipermercado Extra foi inaugurado em Dourados, em 2010 num espaço de quase 6 mil m² de área construída na avenida Marcelino Pires, em frente ao terminal rodoviário. Na época, o investimento foi de R$ 18 milhões e gerou grandes expectativas para a economia local.

Repercussão

“Muita gente já sabia que isso ria acontecer a qualquer momento, mas no fundo também esperávamos que a situação pudesse ser revertida”, disse uma funcionária que trabalha na empresa desde a inauguração, mas que prefere não se identificar.

Outro colega que foi contratado no ano passado já tinha ouvido conversas, mas achava que eram apenas especulações. “Ainda não sei o que vou fazer a partir do próximo mês”, conta o funcionário. Segundo ele, a informação é de o hipermercado irá fechar definitivamente as portas no dia 29 de fevereiro.

Do outro lado do balcão, ou seja, sob o olhar dos clientes, a cidade fica sem mais uma opção de escolha. “Gostava de vir aqui, principalmente nos finais de semana. Tinha estacionamento e sempre apareciam boas ofertas”, conta a professora Elizete Gonçalves Ferreira.

“É lamentável receber uma notícia dessas. Estou aqui procurando me colocar no lugar desses funcionários que ficarão sem emprego”, comentou a funcionária pública Marinete Garcia Santana, que ficou sabendo das ofertas que o Hipermercado está fazendo e decidiu conferir. Ela é uma das pessoas engrossava uma das filas que se formou em frente aos caixas.