Essa será a cela dos presos da Operação Omertà em Presídio Federal

Cela de 12 m², sem direito a banho de sol, saindo só para atendimento médico e audiência com juiz e advogado, assim será a rotina dos quatro presos da Omertà transferidos para o Presídio Federal de Campo Grande. Desde sábado (12) Jamil Name, Jamil Name Filho, o policial civil Marcio Cavalcanti da Silva, conhecido como ‘Corno’ e o policial civil aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, o ‘Vlade’ ocupam estas celas do RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).

O pedido feito e teve parecer favorável do MPMS (Ministério Público Estadual), na última semana para que os presos integrantes da organização criminosa ocupassem as celas do RDD por 1 ano, sendo reduzido para seis meses pelo juiz federal podendo ser prorrogado posteriormente. A Operação Omertà, que acabou na prisão de 22 pessoas foi deflagrada no dia 27 de setembro pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com apoio dos Batalhões de Choque e o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar.

Por dentro da penitenciária

Todas as penitenciárias federais do país, um total de cinco, tem 208 celas e sem superlotação, e sem registros de fugas e rebeliões. Os presos ficam em celas individuais e com banhos de sol controlado. Sem falar que a visitas íntimas são restritas a uma vez por mês, e para presos delatores premiados ou declarados colaboradores e que não façam parte de organização criminosa.

Dentro de cada cela, o preso tem um dormitório, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento. A comida é levada em uma bandeja e passa por uma portinha, sendo depois recolhida e vistoriada. O banho é restrito a um único horário do dia, com o acionamento do chuveiro. Não é permitido ao detento o acesso a jornais e nem a televisão. Leituras de livros e revistas, apenas, de cunho religioso. Segundo o Ministério da Justiça nunca celulares entraram em presídios federais.

Perfil de presos que ocupam penitenciárias federais

A transferência para Presídios Federais do país é necessária quando o detento não pode ocupar celas em penitenciárias ‘comuns’ por questão de segurança, e também por ocupar liderança ou fazer parte de organização criminosa, ser membro de quadrilhas envolvidas em crimes graves, ser delator premiado ou colaborador; ter se envolvido em fugas de presídios ou problema grave de violência e indisciplina na penitenciária onde cumpria pena.

Penitenciárias Federais

O país possui cinco penitenciárias federais, sendo a de Catanduvas que foi inaugurada em junho de 2006, Presídio Federal de Campo Grande inaugurado em dezembro de 2006, Porto Velho em junho de 2009; Mossoró em julho de 2009 e Brasília em outubro de 2018.