DIA DA ÁGUA: PROGRAMAS MUNICIPAIS VISAM PRESERVAÇÃO E QUALIDADE DA ÁGUA NO MEIO URBANO E RURAL

Dia 22 de março é celebrado mundialmente o Dia da Água, um bem de domínio público, um recurso natural que necessita ser preservado, deste modo, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), desenvolve ações e programas como o Manancial Vivo e o Córrego Limpo, voltados à preservação da água dos nossos mananciais de abastecimento e dos córregos e rio urbanos.

O prefeito Marquinhos Trad reforça que a gestão administrativa da cidade está voltada ao desenvolvimento sustentável e na preservação dos recursos naturais. “Campo Grande é cercada por córregos e nascentes importantes para a manutenção da flora e fauna, que se destacam no meio urbano e que precisam ser preservadas, assim como para a nossa qualidade de vida. Do mesmo modo que necessitamos da água para viver, necessitamos preservá-la e é isso que buscamos na promoção e manutenção das ações voltadas à preservação ambiental, em especial das águas”.

Programa Manancial Vivo

O Programa Manancial Vivo conduzido pela Semadur objetiva a restauração do potencial hídrico e do controle da poluição difusa no meio rural, prevendo pagamentos aos produtores rurais que, por meio de práticas e manejos conservacionistas e de melhoria da distribuição da cobertura florestal na paisagem, contribuam para o aumento da infiltração de água e para o abatimento efetivo da erosão, sedimentação e incremento de biodiversidade na Área de Proteção Permanente (APP) localizada em sua propriedade. Os pagamentos são baseados na realização e manutenção das práticas recomendadas e monitorados pelos técnicos da Semadur.

Entre os anos de 2017 e 2020 foram efetuados, com Recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente, os pagamentos por serviços ambientais no montante de R$ 3.285.937,84. Em 2021, está previsto o montante de R$1.653.357,00, dos quais R$ 209.505,88 já foram pagos.

Desta forma, tem contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região, e aumento da qualidade e quantidade de água para o abastecimento público. Através das ações desenvolvidas foram obtidos os seguintes resultados:

  • 808,44 hectares de restauração de Áreas de Preservação Permanente (APPs);
  • 152,24 hectares de fragmentos de vegetação nativa preservados;
  • 900 hectares de áreas produtivas com alguma melhoria nas práticas de conservação de solo;
  • 168 hectares de terraços executados com os recursos dos convênios.

Assim, a implantação do PMV trouxe resultados satisfatórios tanto no âmbito ambiental quanto no social e econômico conforme detalha o secretário municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, Luis Eduardo Costa. “Inúmeros proprietários e moradores da região relatam ter percebido o aumento do volume dos córregos, e que o turvamento da água que normalmente ocorre após a chuva é menor, e costuma perdurar menos tempo. Outro fator importante é a regularidade do volume de água ao longo do ano, mesmo nos períodos de seca. Estes são reflexos diretos dos trabalhos de conservação de solo, com aumento das áreas contempladas com terraços em nível e melhoria da cobertura vegetal do solo, e melhoria das estruturas das estradas locais”.

Sendo proporcionado um ciclo de benefícios para todos os envolvidos, principalmente para a população de Campo Grande, que tem garantido por muitos anos o abastecimento de água de qualidade, tendo o apoio de várias instituições da sociedade.

São instituições parceiras na execução do PMV a Agência Nacional de Águas (ANA), Fundação Banco do Brasil, WWf-Brasil, Ministério Público Estadual (MPE), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sindicato Rural de Campo Grande e Associação de Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP Guariroba).

A superintendente de fiscalização e gestão ambiental da Semadur, Gisseli Giraldelli, enfatiza a relevância das ações de preservação. “Programas como estes são muito importantes, pois tem como um dos seus objetivos garantir a todos o abastecimento de água, que é um dos recursos naturais mais preciosos e essenciais à vida. Além disso, a manutenção da qualidade das nossas águas superficiais colabora para a manutenção da biodiversidade e do meio ambiente ecologicamente equilibrado, proporcionando o desenvolvimento sustentável da nossa comunidade.

Programa Córrego Limpo

Outra ação consolidada pela Prefeitura é o Programa Córrego Limpo que visa de monitoramento da qualidade das águas superficiais do município. Atualmente a rede de monitoramento municipal contempla 83 pontos de amostragem, distribuídos em nove microbacias de Campo Grande. Os córregos monitorados são: Segredo, Cascudo,

Maracaju, Imbiruçu, Serradinho, Bálsamo, Cabaça, Bandeira, Portinho Pache, Lageado, Estribo, Lagoa, Buriti, Sóter, Vendas, Prosa, Botas, Pedregulho, Coqueiro e Formiga, além do Rio Anhanduí.

Paralelamente ao monitoramento da água são realizadas ações de fiscalização com o objetivo de identificar as poluições diretas e indiretas dos córregos e rio e assim traçar ações preventivas e corretivas para a qualidade da água dos cursos hídricos do município. Além de conscientizar em relação ao lançamento de esgoto irregular.

O Programa Córrego Limpo completará 11 anos em 2021 realizando coletas de amostras d’água trimestralmente respeitando-se a sazonalidade do ano (época seca e chuvosa), para avaliar a tendência e a adequabilidade do uso da água para fins de abastecimento público, por meio da aplicação de um indicador numérico denominado IQACETESB – Índice de Qualidade das Águas adaptado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. O cálculo efetuado por esta metodologia resulta em um valor de IQA, o qual é graduado em uma escala de 0 a 100 e uma classificação de qualidade em péssima, ruim, regular, boa e ótima.

As coletas, preservação de amostras e análises são realizadas pela empresa concessionária de coleta e tratamento de esgoto Águas de Guariroba por meio de Convênio.

Em uma comparação de 49 pontos de monitoramento, ou seja, os mesmo pontos que foram coletados no período do 1º Trimestre e 3º Trimestre dos anos de 2010 e 2020 (período contempla uma estação chuvosa e outra de seca), em 2010 pode ser observado que o IQA apresentou abrangência na qualidade boa, tanto para o 1º como para o 3º Trimestre, conforme Tabela 1.

Em 2020 permaneceu a abrangência do IQA para a qualidade boa e diminuindo, inclusive, os índices de qualidade regular, conforme Tabela 2.

Como também pode ser observado nos Gráficos 1 e 3 abaixo, no qual contempla o período chuvoso, que houve uma redução de 2% na qualidade regular e aumento de 2% na qualidade boa, já nos Gráficos 2 e 4 do 3º Trimestre houve a redução maior de 6% para a qualidade regular e um aumento de 9% para a qualidade boa.

Verificando, portanto, melhorias na qualidade dos recursos hídricos de Campo Grande. Sendo de fundamental importância que as ações de monitoramento da qualidade das águas superficiais sejam constantes e, assim, permitindo aos gestores a possibilidade de trabalhar para garantir um meio ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gerações.