Ginasta brasileira diz que salto que deu o ouro no Pan foi perfeito, mas que ela ainda pode melhorar
Por Marcel Merguizo — Santiago, Chile
Rebeca Andrade é perfeita. Assim como ela acredita que o salto dela para conquistar o ouro no Pan de Santiago foi perfeito. Foi perfeito? “Foi. Sempre pode melhorar, mas foi”, respondeu a agora campeã olímpica, mundial e pan-americana do salto./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2023/L/l/KWKjOnTvecyhdR8Ox5ag/whatsapp-image-2023-10-25-at-08.27.09.jpeg)
Rebeca Andrade é ouro no salto dos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023 — Foto: Ricardo Bufolin / CBG
Rebeca Andrade é perfeita. E todo torcedor brasileiro, japonês, belga e chileno tem o direito de acreditar nessa perfeição. Sempre pode melhorar, todos sabem. E ela, apoiada na experiência e em três cirurgias nos joelhos, também sabe que pode ser cada vez mais representativa para as meninas, para as mulheres, para as pretas, para as atletas, para o esporte no Brasil, para o esporte olímpico mundial.
Rebeca Andrade é perfeita. Simone Biles, a maior, já a coroou. Jordan Chiles, a rival do Pan, já a reverenciou. Flavia Saraiva, a amiga, já se inspirou. Jade Barbosa, a companheira, já a abraçou. Daiane dos Santos, a referência, já se apaixonou. E quem nunca, diante de tanta perfeição?
Rebeca Andrade é perfeita. E pode melhorar. Ela desafia a física assim como desafia a definição de perfeição no dicionário: “O mais alto grau de uma qualidade”. Então, se 9.733 é uma execução perfeita, ela executa o carisma, a simplicidade, a alegria em sua excelência. Quem são esses juízes para encontrar defeitos nas acrobacias dela? No solo e na vida, ela salta os obstáculos, dá piruetas (uma, duas) nos problemas e cai em pé, sorrindo.





