Brasil registra novos recordes de média móvel de casos e mortes por Covid-19

O Brasil registrou nesta segunda-feira dois novos recordes: o média móvel de casos e de mortes por Covid-19.

O cálculo que faz a média dos casos positivos notificados diariamente, contando os divulgados hoje e nos últimos seis dias, ficou em 75.163, um crescimento de 10% em comparação com duas semanas atrás. O índice de mortes ficou em 2.298, um aumento de 46% em relação a duas semanas atrás. O recorde ocorre pelo 24º dia consecutivo e a média móvel está acima de 2 mil desde 17 de março.

O país ultrapassou o número de 295 mil mortos e 12 milhões de infectados pela Covid-19. Nas últimas 24h foram registrados 1.570 óbitos, totalizando 295.685 vidas perdidas. Desde 20h de domingo, 55.177 casos foram notificados, elevando para 12.051.619 o total de pessoas que se contaminaram com o coronavírus.

Vinte e quatro estados atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta segunda-feira. Em todo o país, 12.351.559 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 5,83% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 4.213.858 pessoas, ou 1,99% da população nacional.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Mortes por falta de leitos

Nas últimas semanas, foram registradas 135 mortes de pessoas que aguardavam transferência para uma UTI em municípios do estado de São Paulo. Em Franco da Rocha, cidade da Região Metropolitana em que houve o maior número de óbitos nessas condições (15), seis vítimas tinham menos de 60 anos, segundo a prefeitura.

A situação tende a piorar nos próximos dias, já que o número de leitos disponíveis está diminuindo e a procura por internação, crescendo. Segundo dados disponibilizados pela plataforma do governo estadual, as regiões de Araçatuba e Registro tinham, respectivamente, quatro e cinco leitos de UTI disponíveis no domingo. A capital tinha 414 leitos para atendimento da população como um todo, mas, dependendo da distância, nem sempre é possível fazer a transferência.

Sob o risco de falta do chamado “kit intubação”,  o governo federal informou que fará reuniões com representantes das indústrias de medicamentos nesta segunda e terça-feira “para alerta e pedido de auxílio”. Além da requisição da medicamentos, já realizada, o governo também listou como possíveis estratégias aquisições internacionais e pregões nacionais.

Informações das secretarias municipais de Saúde mostram que, em vários estados, os estoques públicos de medicamentos para intubação estão em níveis críticos e podem acabar nos próximos 20 dias. Com isso, o Ministério da Saúde requisitou administrativamente, na semana passada, mais de 665,5 mil remédios,quantitativo suficiente para 15 dias.