Boris Johnson é internado com sintomas persistentes do coronavírus

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi internado neste domingo para realizar exames com sintomas persistentes do novo coronavírus, dez dias depois de ter sido diagnosticado com a doença. Mais cedo, o  governo britânico ameaçou endurecer o confinamento, se a medida for desrespeitada pela população. Segundo o último balanço, 4.934 pessoas morreram nos hospitais britânicos, do total de 47.806 casos registrados oficialmente.

No dia 27 de março,  Boris foi o primeiro chefe de governo ou de Estado a anunciar que havia contraído a Covid-19. “Nas últimas 24 horas, eu tive sintomas leves e meu teste para o coronavírus deu positivo. Estou em autoisolamento, mas vou continuar na coordenação das políticas de combate ao coronavírus por vídeo. Juntos venceremos isso”, escreveu no Twitter.

Desde o início da crise, o premier vem recebendo críticas. Foi visto com desconfiança pela classe política e pela própria população depois de ter postergado no limite do razoável, segundo cientistas, medidas mais drásticas de distanciamento físico e social.

Johnson só reviu sua estratégia depois da publicação de um estudo da Imperial College que mostrava que, sem o distanciamento, o país iria perder 500 mil vidas. A ideia era garantir um pouco mais de fôlego a uma economia que já apontava para a redução do ritmo em função do Brexit antes de puxar o freio de uma vez por todas.

Neste domingo, em um raro discurso aos britânicos, a rainha Elizabeth II  pediu  determinação e autodisciplina aos britânicos para enfrentar a doença, reforçando a necessidade de isolamento social para tentar conter o avanço da pandemia no país.

— Vivemos um tempo de disrupção na vida do nosso país, que trouxe muita tristeza para alguns, dificudades financeiras para muitos e enormes mudanças na vida cotidiana de todos — afirmou.

Em seu 5º discurso em 68 anos de reinado, a rainha agradeceu aos profissionais que “estão desempenhando papéis fundamentais” no sistema de saúde e aos “que estão em casa para proteger os mais vulneráveis”.