Bloqueio em fronteira de MS com a Bolívia completa sete dias com barricada e prejuízos para comércio

O bloqueio da fronteira entre Brasil e Bolívia em Corumbá, a 425 quilômetros de Campo Grande, por conta da onda de protestos contra a reeleição de Evo Morales, chega ao sétimo dia nesta terça-feira (29), com reflexos negativos para brasileiros e bolivianos.

Para impedir a passagem de veículos, os manifestantes fizeram uma espécie de barricada, com entulho e terra. Só é possível atravessar a fronteira a pé. A rodoviária da cidade de Puerto Quijarro, a mais próxima da fronteira com o Brasil e vizinha de Corumbá, não registra chegada ou saída de ônibus há uma semana. Companhias rodoviárias fecharam seus guichês e pessoas dormem em bancos e no chão, algumas há quase uma semana, aguardando para seguirem seus destinos.

Outro reflexo dos bloqueios é a falta de água potável no lado boliviano. Muitos não conseguem ir até o Brasil para comprar. Por isso, um grupo de pecuaristas e empresários brasileiros que moram em Corumbá se reuniu e levou até a fronteira um caminhão com 8 mil litros de água potável para os moradores de Puerto Quijarro.

Para os brasileiros, o impacto maior é do comércio. Segundo a associação comercial de Corumbá, os bolivianos gastam no Brasil cerca de 300 mil reais por dia. Mas, com o bloqueio, os consumidores estrangeiros praticamente desapareceram, com lojistas apontando queda de até 60% nas vendas.

FonteG1 MS