Uruguaio quase parou no Beira-Rio em 2015, mas fechou com o Cruzeiro no início da jornada pelo Brasil
Por Tomás Hammes — Porto Alegre
Símbolo do Flamengo multicampeão, Arrascaeta esteve (muito) perto de parar no Beira-Rio. Entre o fim de 2014 e o início de 2015, o meia uruguaio negociou com o Internacional, mas fechou com o Cruzeiro — e o resto é história com direito a uma frase marcante do ex-presidente Vitorio Piffero.
Então destaque do Defensor, o uruguaio virou alvo colorado. Com o aporte do investidor Delcir Sonda, os gaúchos se disponibilizaram a pagar 4 milhões de euros (R$ 10,4 milhões à época), em quatro parcelas. Porém, o Cruzeiro atravessou o negócio, ofereceu o valor à vista e fechou a contratação.
– Não entraremos em leilão. Estava muito bem encaminhado, mas permanentemente as condições mudaram. O ingresso do Cruzeiro na negociação foi normal. Por uma série de motivos, o Inter sai do negócio – afirmou à época.
O “reserva caro” teve alta repercussão, até pelas cifras envolvidas, ainda que o Colorado contasse no grupo com nomes como Aránguiz, Alex e D’Alessandro. Dias depois, a direção anunciou o principal nome da gestão: Anderson.
A profecia de Piffero, como se viu, afundou. Arrasca foi protagonista dos títulos da Copa do Brasil pela Raposa em 2017 e 2018, enquanto o ex-gremista empilhou atuações abaixo das expectativas, chegou a dar um soco em William durante um treino e ficou marcado como símbolo do rebaixamento em 2016.
O desempenho no Cruzeiro fez o Flamengo pagar 15 milhões de euros (R$ 63,7 milhões à época) em 2019 para adquirir os direitos econômicos. No clube carioca, o uruguaio virou um dos grandes ícones, protagonista nas duas Libertadores, dois Brasileirões e duas Copa do Brasil.

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