Advogados do dono do Banco Master questionam a prisão preventiva, a demora na análise de um pedido de liberdade e o acesso a conversas privadas entre o banqueiro e seus defensores.
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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão ligado à Organização dos Estados Americanos (OEA), para denunciar supostas violações de direitos fundamentais pelo Estado brasileiro durante as investigações da Operação Compliance Zero. O pedido de medidas cautelares e uma petição individual contra o Brasil foram protocolados em 27 de outubro e registrados pela Comissão.
Os advogados alegam que Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março de 2026, sem ter sido formalmente denunciado pelo Ministério Público. Segundo a defesa, ele está privado de liberdade ou submetido a restrições severas desde novembro de 2025.
A defesa também questiona o acesso a conversas privadas entre Vorcaro e seus advogados. As mensagens teriam sido extraídas do celular apreendido pela Polícia Federal e utilizadas para fundamentar o pedido de prisão. A petição ainda aponta condições de custódia que, segundo os defensores, seriam incompatíveis com a dignidade humana nos primeiros dias da prisão.





