Presidente diz que não era possível prever fim das bets e é cobrado por ex-mandatário Rodolfo Landim, que voltou ao clube com críticas sobre a atual gestão
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A sessão que aprovou a readequação do orçamento do Flamengo em 2026, com projeção de déficit de R$ 40 milhões adiantada pelo blog, serviu também para mea-culpa do clube sobre gastos em excesso.
O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, admitiu que a compra de Lucas Paquetá não seria sacramentada se a diretoria desconfiasse da MP que deu fim às bets no Brasil.
Em função disso, o mandatário precisou se explicar sobre como o clube vai sair de um ano em que esnobou sobre a possibilidade de gastar R$ 1 bilhão para uma receita mais de R$ 200 milhões menor.
Lucas Paquetá, que custou ao todo mais de R$ 300 milhões, foi apontado como o principal erro de gestão por opositores, notadamente o ex-presidente Rodolfo Landim, presente na sessão.
O ex-dirigente estava proibido de participar da vida política rubro-negra pois havia sido suspenso após a aprovação de uma emenda estatutária que proíbe dirigentes e conselheiros de terem vínculos com outros clubes ou SAFs. No caso dele, era a SAF do Confiança, onde alegava papel consultivo.
Cintos apertados em 2027
Com o parecer do Conselho Fiscal indicando números deteriorados, Bap respondeu aos questionamentos já projetando vendas para 2027. Além de fechar a torneira para contratações.
A tendência é que a diretoria tente se equilibrar no começo do ano para fazer dinheiro no meio da temporada, quando a janela para saídas é mais atrativa. E aperte os cintos nos gastos, já que terá um começo de ano com pouco dinheiro no caixa.
Os jogadores mais experientes foram apontados como possibilidade de gerar recursos ou aliviar a elevada folha salarial no começo de 2027, quando vence uma parcela de Paquetá de 15 milhões de euros.
A partir de agora, haverá um acompanhamento mais rigoroso dos números. Foi solicitado que a direção do Flamengo feche o trimestre que se encerra em setembro logo para uma nova foto da situação.
A apresentação desses números agora não será apenas no Conselho de Administração, mas também no Deliberativo, onde a gestão Bap fica mais exposta.
O argumento da oposição é que é ruim aprovar uma readequação sem ter a certeza de que serão esses números de fato que vão se apresentar até o fim do ano.





