Polícia Federal apura o caso. No domingo (25), decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibiu Flávio de deixar o Brasil.
Por Redação g1
O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, segundo duas fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters em reportagem publicada no início da tarde. Por volta das 17h, o jornal “The New York Times”, também citando duas fontes anônimas, publicou a mesma informação.
Mais cedo, um jornal argentino divulgou que o senador teria saído do Brasil pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina. Segundo a reportagem do Infobae, Flávio teria cruzado a fronteira para a Argentina usando seu documento de identidade.
“De Puerto Iguazú, viajaria aos Estados Unidos a bordo de um avião Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A”, informa o site.
Não há confirmação até o momento se Flávio chegou a estar na aeronave e se teria trocado de avião para seguir para os Estados Unidos.
Sem registro de entrada na Argentina
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/p/w/0npTVKRMAAfhORz98zMQ/2026-10-26t022137z-995936666-rc2paoaxw1yt-rtrmadp-3-brazil-election.jpg)
Flávio Bolsonaro em pronunciamento após perder eleição. — Foto: Agustin Marcarian/Reuters
Na manhã desta terça, o controle de imigração do governo argentino afirmou que não havia registro de entrada de Flávio Bolsonaro no país.
A informação corrobora com informações da Polícia Federal, reveladas pelo blog da Andréia Sadi. Segundo o órgão, não há registro de passagem de Flávio por nenhum ponto regular de controle migratório brasileiro.
Entrega do passaporte
Na noite de domingo (25), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes. O senador, no entanto, descumpriu a ordem e não entregou o passaporte à PF no prazo determinado, até as 11h desta terça-feira (27).
A decisão foi dada em processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e bets. Os dois confirmam que são amigos, mas negam que sejam sócios e qualquer irregularidade.
Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.





