Verstappen já esperava punição no Catar, mas questiona clareza em regra

Além de ver o rival Lewis Hamilton sair na frente na classificação do GP do Catar e vencer a corrida, Max Verstappen ainda foi punido antes da prova neste domingo por ignorar as bandeiras amarelas na sessão de sábado. Ainda assim, o holandês garantiu que já esperava a sanção, embora tenha replicado o discurso de seu chefe de equipe, Christian Horner, quanto a falta de clareza na sinalização.

– Para ser honesto eu já sabia o que estava por vir na noite de sábado, porque nunca recebo presentes dos comissários. Só que a direção da corrida decide não dar a bandeira amarela, mas um comissário pensa “tem um carro parado, bandeira amarela” e, como resultado, você é punido. Não acho isso tão claro – comentou.

Max Verstappen largou em sétimo e chegou na segunda colocação do GP do Catar — Foto:  Mario Renzi - Formula 1/Formula 1 via Getty Images

Max Verstappen largou em sétimo e chegou na segunda colocação do GP do Catar — Foto: Mario Renzi – Formula 1/Formula 1 via Getty Images

No fim do Q3, Verstappen tentava bater o tempo de Lewis Hamilton quando Pierre Gasly estacionou o carro na reta principal, com um pneu furado e a asa dianteira danificada após passar por cima da zebra na saída da curva 15.

Além do holandês, Valtteri Bottas e Carlos Sainz foram investigados por não desacelerarem diante da sinalização, mas o piloto da Ferrari foi liberado por ter diminuído por conta própria. Max e Bottas perderam, respectivamente, cinco e três posições no grid, e dois e um pontos na superlicença.

O chefe do piloto da RBR, Christian Horner, não poupou palavras ao comentar sobre a punição antes da corrida, chegando a referir-se ao fiscal responsável pelo acionamento da bandeira amarela como “desonesto”. O britânico foi investigado pela direção de prova e recebeu uma advertência, oferecendo-se ainda a participar do Programa Internacional de Comissários da FIA em 2022.

Originalmente segundo no grid de largada do GP do Catar, Max Verstappen perdeu cinco posições — Foto: Hasan Bratic/picture alliance via Getty Images

Originalmente segundo no grid de largada do GP do Catar, Max Verstappen perdeu cinco posições — Foto: Hasan Bratic/picture alliance via Getty Images

Apesar de largar em sétimo na corrida deste domingo, o holandês precisou de apenas cinco voltas para encostar no rival Hamilton, que liderava a prova.

– Claro que eu estava motivado. Nunca vão me derrubar de qualquer maneira. Aquela primeira volta foi muito importante e depois disso eu cheguei rapidamente na segunda colocação – pontuou Verstappen.

O piloto da RBR, atual líder do campeonato de pilotos, não conseguiu se aproximar de Hamilton o suficiente para ultrapassá-lo e terminou a prova em segundo lugar. Ele admitiu a evolução da rival Mercedes, mas normalizou o resultado:

– Tentei diminuir a diferença com Lewis para ter certeza de que eles não poderiam fazer um pit stop extra no final da corrida. Mas se soubéssemos porque a Mercedes é tão rápida neste momento, teríamos mudado as coisas. De alguma forma, esse não foi nosso circuito. Às vezes você se sair muito bem com os pneus e pode fazer a diferença com isso. Mas é óbvio que a Mercedes tem sido muito forte nas últimas corridas, mesmo as que eu venci.

Daqui a duas semanas, a F1 desembarca na Arábia Saudita para disputar o último GP do ano, antes da rodada final em Abu Dhabi, em 12 de dezembro. Com a conquista no Catar, Hamilton reduziu a diferença sobre Verstappen de 14 para oito pontos, mas é o holandês quem permanece na liderança, o que para ele é um bom prospecto no melhor ano da RBR na era dos motores híbridos da categoria.

– Temos que continuar pressionando, mas acho que estamos indo bem em comparação com os últimos anos. A Mercedes tem sido tão dominante, então já é impressionante que estejamos nesta luta. E é claro que não vamos desistir. Certamente faltou velocidade neste fim de semana, mas muito ainda pode acontecer nos próximos – concluiu Verstappen.

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