Ucrânia diz que depósito de alimentos foi destruído em ataque russo

Um depósito de alimentos na cidade portuária de Odessa, no Mar Negro, foi destruído em um ataque com mísseis russos nesta segunda-feira (20/06), mas nenhum civil foi morto, disseram militares ucranianos.

Pessoa passa por estruturas destruídas em um mercado local após bombardeio em Donetsk, na Ucrânia  (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko)
Pessoa passa por estruturas destruídas em um mercado local após bombardeio em Donetsk, na Ucrânia (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko)

O Comando Operacional “Sul” afirmou que as forças russas dispararam 14 mísseis no sul da Ucrânia durante três horas com “raiva impotente pelo sucesso de nossas tropas”. Os militares da Rússia não comentaram imediatamente os relatos.

Explosões abalaram Odessa depois que o chefe instalado pela Rússia da região da Crimeia, anexada por Moscou em 2014, disse que forças ucranianas atacaram plataformas de perfuração de uma empresa de petróleo e gás da Crimeia no Mar Negro, na costa sul da Ucrânia. Três pessoas ficaram feridas e sete trabalhadores estavam sendo procurados, afirmou ele no aplicativo de mensagens Telegram.

A agência de notícias russa RIA Novosti disse que as plataformas de perfuração ficavam localizadas a 71 km de Odessa. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente os relatos do ataque.

Diminuição na oferta de milho à China

As importações chinesas de milho da Ucrânia caíram em maio em comparação com um ano atrás, mostraram dados alfandegários nesta segunda-feira, depois que o conflito com a Rússia cortou os embarques.

A China, o maior importador mundial de milho, trouxe 126.727 toneladas do grão amarelo da Ucrânia, versus 1,26 milhão de toneladas um ano atrás, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas.

A China havia importado 695.585 toneladas de milho da Ucrânia em abril. As exportações de grãos da Ucrânia, grande produtor e exportador no mercado global, foram cortadas depois que a Rússia invadiu o país europeu no final de fevereiro.

Pequim tem buscado alternativas de milho de outras origens, inclusive permitindo cargas de Mianmar e abrindo caminho para embarques brasileiros – ainda pendentes por questões de equivalência transgênica.

A China trouxe 1,9 milhão de toneladas de milho dos EUA em maio, ligeiramente acima de 1,89 milhão de toneladas um ano atrás, mostraram dados alfandegários. Nos primeiros cinco meses, as cargas de milho dos EUA chegaram a 6,37 milhões de toneladas, em comparação com 6,67 milhões de toneladas um ano antes. Os embarques da Ucrânia durante o período foram de 4,82 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 4,99 milhões de toneladas do ano anterior, segundo os dados.

As importações de milho pela China em maio de todas as origens caíram 34,1% em relação ao ano anterior, enquanto os embarques de janeiro a maio caíram 2,9%, de acordo com dados alfandegários divulgados no fim de semana.

A demanda chinesa por grãos para ração, incluindo milho, está sob pressão, pois as baixas margens da indústria de carnes reduziram o apetite de produtores, enquanto as medidas para combater a Covid-19 interromperam o comércio normal de ração.

FonteReuters

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