TERMÔMETRO OLÍMPICO

Na semana da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Tóquio, o ge apresenta a análise completa das principais chances do Brasil.

O objetivo da delegação é superar as 19 medalhas conquistadas há cinco anos nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Na ocasião foram sete ouros, seis pratas e seis bronzes.

Segundo a análise do Termômetro Olímpico, o Brasil vai conquistar mais medalhas, mas menos ouros. A projeção é de seis títulos olímpicos e um total de 20 medalhas.

O Brasil é favorito a seis ouros: Gabriel Medina (surfe), Pâmela Rosa (skate), seleção masculina de vôlei, Beatriz Ferreira (boxe), Isaquias Queiroz (C1 1000m da canoagem) e Martine

Kahena (vela).

Isaquias, aliás, aparece como favorito ao ouro na prova individual e como favorito ao pódio (e não ao ouro) na prova de duplas, o C2 1000m, ao lado de Jacky Godmann. Por isso, na lista, os favoritos ao pódio no Termômetro param no 19, apesar da previsão ser vinte pódio.

O quanto você gostaria de se aprofundar no conteúdo:

  • FAVORITOS AO OURO

  • Gabriel Medina

    Surfe

    Estava em 1°, manteve a posição

    Vice-campeão mundial em 2019 e campeão em 2018, Medina é o líder do ranking mundial de 2021 com uma campanha muito boa. Em seis etapas, venceu duas e foi vice-campeão em outras três, incluindo a última, na Califórnia./ Esteve envolvido em um imbróglio com o COB sobre uma credencial para sua esposa, Yasmin Brunet.

  • Pâmela Rosa

    Skate

    Estava em 2°, manteve a posição

    Pâmela Rosa foi campeã mundial em 2019, é líder do ranking mundial e foi, em maio, ouro no Dew Tour, torneio realizado nos Estados Unidos. No início de junho, ficou na quarta posição no Campeonato Mundial, disputado em Roma, na Itália.

  • 03

    Vôlei masculino

    Vôlei masculino

    Estava em 8°, ganhou 5 posições

    A seleção brasileira é atual campeã da Copa do Mundo (2019) e vice do Campeonato Mundial (2018)./ Recentemente foi campeã da Liga das Nações, vencendo a Polônia na final por 3 a 1, mostrando que o time é favorito ao título em Tóquio. O técnico Renan Dal Zotto ficou 37 dias no hospital para se recuperar da Covid-19, não viajou com o time para a Liga das Nações, na Itália, mas está em Tóquio.

  • 04

    Beatriz Ferreira

    Boxe

    Estava em 3°, perdeu 1 posição

    Atual campeã mundial de boxe na categoria até 60kg,Beatriz conquistou duas medalhas de ouro em torneios no início de 2021, na Alemanha e na Bulgária. Neste último, derrotou a atual medalhista de bronze olímpica na decisão. No fim do ano passado, já tinha vencido um torneio nos Balcãs.

  • 05

    Isaquias Queiroz

    Canoagem

    Estava em 4°, perdeu 1 posição

    Campeão mundial do C1 1000m em 2019 e medalha de bronze no C2 1000m ao lado de Erlon Souza, Isaquias foi, em maio, prata na prova do C1 1000m na etapa da Copa do Mundo da Hungria, ficando atrás de um alemão. Em dupla com Jacky Godmann foi bronze no C2 1000m. Essa será a dupla brasileira em Tóquio, já que Erlon está com uma lesão crônica no quadril.

  • Não é todo favorito que vence

    Thiago Braz (Foto: Reuters)Thiago Braz (Foto: Reuters)

    A projeção de resultados dos atletas brasileiros é feita com base em vários critérios, expostos aqui no Termômetro, mas obviamente não é garantia nenhuma de uma medalha.

    Para a Olimpíada de 2016, o GloboEsporte.com fez uma previsão grande de quem iria ao pódio em cada uma das 306 provas disputadas, entre todas as modalidades. O site cravou 129 ouros, ou seja, 41% dos campeões. Dos que a gente tinha colocado como medalhistas de ouro, 101 (33%) sequer foram ao pódio.

    Aí você pode dizer. Ah, mas a projeção do GloboEsporte.com foi muito ruim, o pessoal não entende nada. Não é bem assim. A Revista Sports Illustrated, que faz o preview mais conhecido e tradicional do mundo, acertou apenas 132 campeões, ou seja, 43%.

    Será que nós, jornalistas, somos tão ruins de palpite? Na verdade não. A questão é que o esporte olímpico é decidido nos detalhes. Um erro em uma largada, um vacilo em um lance, um tropeço, qualquer coisinha tira um favorito da disputa pela medalha.

  • 06

    Martine Grael/Kahena Kunze

    Vela

    Estava em 5°, perdeu 1 posição

    Atuais campeãs olímpicas e medalha de prata no Campeonato Mundial de 2019, Martine e Kahena venceram, em abril, um importante torneio na Espanha, que contou com as melhores duplas do mundo.

  • FAVORITOS PARA A MEDALHA

  • 07

    Ítalo Ferreira

    Surfe

    Estava em 6°, perdeu 1 posição

    Campeão mundial de surfe em 2019 e também medalha de ouro no ISA Games, competição disputada no Japão e que simulou um torneio olímpico, Ítalo é o segundo do ranking de 2021. Nas seis primeiras etapas do Circuito de 2021 conseguiu um título e dois terceiros lugares.

  • 08

    Rayssa Leal

    Skate

    Estava em 7°, perdeu 1 posição

    Aos 13 anos, é uma das favoritas ao pódio nas Olimpíadas. No início de junho, conquistou o bronze no Campeonato Mundial, disputado em Roma, na Itália. Em maio, havia sido prata em um torneio nos EUA, o Dew Tour. Vice-líder do ranking mundial, foi prata no Campeonato Mundial de 2019 quando tinha apenas 11 anos.

  • 09

    Ágatha/Duda

    Vôlei de Praia

    Estava em 11°, ganhou 2 posições

    É a dupla mais regular do Circuito Mundial em 2021. Foi ao pódio em cinco das sete etapas disputadas, com dois títulos, uma prata e dois bronzes, se consolidando como o melhor time da temporada até o momento./ Juntas desde o início de 2017, Duda e Ágatha não conseguiram medalha nos Campeonatos Mundiais de 2017 e 2019.

  • 10

    Bruno Fratus

    Natação

    Estava em 9°, perdeu 1 posição

    Vice-campeão mundial dos 50m livre em 2017 e 2019 e finalista nas duas últimas Olimpíadas, o nadador mora há muitos anos nos Estados Unidos./ No primeiro semestre, conquistou dois ouros e uma prata no Circuito Mare Nostrum de natação, disputado na Europa e o título do Sete Coli, torneio na Itália. É o sexto colocado no ranking mundial de 2021.

  • 11

    Ana Marcela Cunha

    Maratona aquática

    Estava em 10°, perdeu 1 posição

    Quinta colocada na prova dos 10km das águas abertas no Mundial de 2019, Ana Marcela conquistou, no início de março, o título na etapa de Doha do Circuito, que contou com a participação de algumas das melhores do planeta./ Participou do Troféu Brasil, em piscina, e fez os melhores tempos de sua vida nos 400m e 1500m livre. Não vai para as Olimpíadas nesta prova, mas o feito mostra que está em um momento muito bom/ No mês passado, foi prata em um campeonato na Espanha, em que chegou atrás apenas da atual campeã olímpica, a holandesa Sharon van Rouwendaal.

  • Meta do COB

    divulgação: COBdivulgação: COB

    O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala oficialmente em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo factível para o Brasil é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país. Mas se o objetivo é superar o número de medalhas quer dizer que nosso esporte melhorou? Não é bem assim.

    Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e karatê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências nas ondas e nas rodinhas, e briga por pelo menos duas medalhas no tatame.

    Ou seja, apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não tanto pela evolução do esporte nacional, mas mais pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

  • 12

    Futebol masculino

    Futebol

    A seleção masculina de futebol foi convocada recentemente para as Olimpíadas. Mesmo sem contar com as estrelas acima de 24 anos, nem com alguns nomes importantes do sub-24, a equipe é uma das melhores que estarão nos Jogos Olímpicos./ O time foi ao pódio nas últimas três Olimpíadas (ouro em 2016, prata em 2012 e bronze em 2008).

  • 13

    Alison Santos

    Atletismo

    Estava em 20°, ganhou 7 posições

    Sétimo colocado nos 400m com barreiras do Campeonato Mundial de 2019 e campeão dos Jogos Pan-Americanos em 2019, Alison quebrou cinco vezes o recorde sul-americano somente em 2021, a última vez no início de julho, na Suécia, com o tempo de 47s34./ A marca o coloca na terceira posição do ranking mundial de 2021.

  • 14

    Mayra Aguiar

    Judô

    Estava em 15°, ganhou 1 posição

    Medalha de bronze no Mundial de judô de 2019, Mayra Aguiar passou por uma cirurgia em setembro de 2020 e ficou sem competir até o mês passado. Participou do Campeonato Mundial, na Hungria, e perdeu na segunda luta. Fechou o ranking olímpico na sexta posição e será cabeça-de-chave em Tóquio./ Pelo histórico vitorioso, é favorita ao pódio, mas poderá sofrer com a falta de ritmo de luta.

  • 15

    Arthur Zanetti

    Ginástica Artística

    Estava em 16°, ganhou 1 posição

    Atual vice-campeão olímpico das argolas e quinto colocado no Campeonato Mundial de 2019, Zanetti voltou a competir no fim de junho após um longo tempo parado. Conquistou a prata na Copa do Mundo de Doha, no Catar, com uma nota que lhe daria o ouro no Campeonato Mundial de 2019. Apresentação empolga para Tóquio, mas a argola é uma aparelho muito equilibrado, com pelo menos seis atletas na briga direta pelo pódio.

  • 16

    Maria Suelen

    Judô

    Estava em 17°, ganhou 1 posição

    Quinta colocada nos Campeonatos Mundiais de 2018 e 2019, Maria Suelen conquistou, mês passado, o bronze no Campeonato Mundial, disputado na Hungria, derrotando a cubana dalhista olímpica Idalys Ortiz, na qual tinha um histórico de 16 derrotas em 16 lutas/ Chegará em Tóquio como uma das favoritas ao pódio e suas principais adversárias são do Japão, Cuba e França.

  • 17

    Tatiana Weston-Webb

    Surfe

    Estava em 14°, perdeu 3 posições

    Quinta colocada no ranking mundial entre as classificadas para as Olimpíadas de Tóquio em 2019, a surfista começou a temporada 2021 com ótimos resultados. Após seis etapas, é quarta colocada no ranking de 2021, com direito a um título na etapa de Margareth River, na Austrália. No mês passado, foi terceira na etapa da Califórnia, disputada em ondas artificiais.

  • 18

    Milena Titoneli

    Taekwondo

    Estava em 19°, ganhou 1 posição

    Bronze no Campeonato Mundial de 2019 e atual campeã dos Jogos Pan-Americanos, Milena foi ao pódio em duas competições de 2021, incluindo o título pan-americano. É nona no ranking mundial.

  • 19

    Luiz Francisco

    Skate

    Estava em 31°, ganhou 12 posições

    Atual vice-campeão mundial da categoria park em 2019, passou por uma cirurgia no ombro durante a pandemia. Segundo ele mesmo, foi para parar de sofrer com as dores no local. No STU, em janeiro de 2021, ficou em sétimo lugar após sentir uma outra lesão. Participou do Dew Tour no fim de semana e garantiu a vaga nas Olimpíadas, mesmo não chegando na decisão, após fazer um protesto contra o julgamento dos árbitros.

  • BRIGAM POR MEDALHA

  • 20

    Arthur Nory

    Ginástica Artística

    Estava em 12°, perdeu 8 posições

    Campeão mundial da barra fixa em 2019, voltou a competir depois de um ano e meio, quando participou do Pan-Americano de ginástica, no Rio de Janeiro, no início do mês. Foi muito bem nas eliminatórias, com a nota de 14,400 (o título mundial veio com 14,900), mas caiu três vezes na decisão, quando tentou elevar o nível de dificuldade. Na Copa do Mundo, há quatro semanas, ficou com a medalha de prata, de novo com 14,400. A medalha em Tóquio deve sair na casa de 14,800.

  • 21

    Nathalie Moellhausen

    esgrima

    Estava em 18°, perdeu 3 posições

    Atual campeã mundial da categoria espada, participou de sua primeira competição internacional após um longo período em março, ficando em nono lugar em uma etapa da Copa do Mundo. Conseguiu duas vitórias importantes, em duelos bem equilibrados, mas foi eliminada também em confronto decidido nos detalhes. Está em quarto lugar no ranking mundial e na briga pelo pódio.

  • 22

    Letícia Bufoni

    Skate

    Estava em 21°, perdeu 1 posição

    Ficou machucada a maior parte de 2019, mas coleciona medalhas e títulos importantes entre 2015 e 2018. No Dew Tour, sua primeira grande competição após o início da pandemia, em maio, ficou na quarta posição, mostrando que segue entre as melhores do planeta. No inicio de junho, ficou em quinto lugar no Campeonato Mundial, disputado em Roma, na Itália.

  • 23

    Pedro Barros

    Skate

    Estava em 22°, perdeu 1 posição

    Campeão mundial de 2018 na categoria park e finalista do torneio em 2019, Pedro Barros ganhou, no início de 2021, o STU de Florianópolis. Em maio, voltou a um torneio importante, o Dew Tour, mas acabou fora da final. Na última rodada da semifinal, fez um protesto contra o julgamento dos árbitros e não tentou a vaga na decisão.

  • 24

    Judô por equipes

    Judô

    A equipe brasileira de judô foi bronze no Campeonato Mundial, disputado em junho, na Hungria. Antes, tinha sido prata em 2017 e também bronze em 2019./ O time será formado por Larissa Pimenta (lutando improvisada na categoria até 57kg), Maria Portela (até 70kg), Maria Suelen (+78kg), Eduardo Barbosa (até 73kg), Rafael Macedo (Até 90kg) e Rafael Silva (Acima de 100kg)/ Japão é favorito ao ouro e a França para a prata. Os dois bronzes devem ser disputados entre Brasil, Rússia, Coreia e Holanda.

  • 25

    Darlan Romani

    Arremesso de peso

    Estava em 23°, perdeu 2 posições

    Quarto colocado no Campeonato Mundial no arremesso do peso de 2019, Darlan pegou Covid-19 em maio, passou por uma pequena lesão, mas competiu três vezes desde então. Conseguiu a marca de 21,46m, ainda inferior ao que tinha feito em 2019 (22,61m), mas é sua melhor marca desde o início da pandemia. Não está entre os dez primeiros do ranking mundial em 2021, mas está cotado para a medalha por conta do que alcançou até 2019.

  • 26

    Revezamento 4x100m masculino

    Atletismo

    Estava em 24°, perdeu 2 posições

    Quarto colocado no Campeonato Mundial em 2019, quando bateu o recorde sul-americano da prova, e campeão do Mundial de revezamentos no mesmo ano, o time está entre os candidatos ao pódio em Tóquio./ Nos últimos meses, Paulo André e Felipe Bardi conseguiram boas marcas na prova individual dos 100m rasos, o que mostra que o revezamento pode estar ainda mais forte em 2021. Em maio, o time chegou em segundo lugar no Mundial de Revezamentos, mas acabou desclassificado porque um dos corredores pisou na linha./

  • 27

    Kelvin Hoefler

    Skate

    Estava em 26°, perdeu 1 posição

    Quarto colocado no Campeonato Mundial de skate street de 2019, repetiu a posição na mesma competição, realizada em Roma, na Itália, em junho. Segue entre os melhores do mundo, mas tem ficado fora do pódio nos detalhes.

  • PODEM SURPREENDER

  • 28

    Rebeca Andrade

    Ginástica Artística

    Estava em 25°, perdeu 3 posições

    Rebeca Andrade se classificou, em junho, para as Olimpíadas de Tóquio, ao vencer o Campeonato Pan-Americano, disputado no Rio de Janeiro. A pontuação obtida, se fosse feita no Mundial de 2019, por exemplo, lhe renderia o bronze no individual geral. Separadamente, suas notas foram 14,800 no salto, 14,400 nas barras assimétricas, 13,800 na trave e 13,700 no solo, todas as pontuações (mesmo com errinhos) capazes de colocá-la na briga por finais em Tóquio. / no fim de junho, conseguiu a nota de 14,500 nas barras assimétricas em uma etapa da Copa do Mundo, mas fez apenas 13,100 na trave, em uma prova que ela errou um pouco./ Rebeca Andrade é um dos grandes nomes da ginástica brasileira atual, mas tem sofrido com muitas lesões nos últimos anos. Contusões que atrapalharam seu desempenho nas Olimpíadas de 2016 e no Mundial de 2018, além de ter a tirado dos Mundiais de 2017 e 2019./ Ainda há uma grande dúvida se ela vai conseguir fazer os dois saltos nas Olimpíadas. Se sim, ela briga forte por uma medalha nesse aparelho.

  • 29

    Rafael Silva

    Judô

    Estava em 27°, perdeu 2 posições

    Medalha de bronze nas duas últimas Olimpíadas entre os pesos pesados, e quinto colocado no Campeonato Mundial de 2019, Baby ficou em quinto lugar no Mundial, disputado em junho, na Hungria. O resultado o garante como cabeça de chave nas Olimpíadas de Tóquio. Nos últimos meses, foi prata em dois Grand Slam.

  • 30

    Vôlei feminino

    Vôlei feminino

    Estava em 29°, perdeu 1 posição

    No mês passado, a equipe foi vice-campeã da Liga das Nações, caindo diante dos Estados Unidos na decisão por 3 a 1. No torneio, Sérvia e Itália não estavam com suas titulares, enquanto a China jogou com um time misto./ A seleção foi vice-campeã da Liga das Nações de 2019, e ficou em quarto lugar na Copa do Mundo do mesmo ano.

  • Alison/Álvaro

    Vôlei de Praia

    Estava em 30°, perdeu 1 posição

    A dupla, que ficou em terceiro lugar no Circuito Mundial de 2019, teve um começo de ano com altos e baixos no Circuito Mundial. Nas sete etapas já disputadas, o auge foi a medalha de bronze em uma das competições da “Bolha de Cancún”. Na Rússia, eles venceram o time da casa, campeões mundiais, mas caíram nas quartas de final para a dupla do Catar.

  • 32

    Ana Patrícia/ Rebecca

    Vôlei de Praia

    Estava em 28°, perdeu 4 posições

    Ana Patrícia e Rebecca tiveram um 2021 de altos e baixos, incluindo uma lesão no tornozelo de Rebecca. Na última competição antes das Olimpíadas, porém, no início da julho, ficaram com a prata na etapa da Suíça do Circuito Mundial./ Não estão entre as três duplas favoritas, mas com certeza vão brigar pelo pódio.

  • 33

    Flávia Saraiva

    Ginástica Artística

    Estava em 32°, perdeu 1 posição

    Quarta colocada no solo, sexta na trave e sétima no individual geral no Campeonato Mundial de 2019, Flavia é uma das candidatas ao pódio nas Olimpíadas nas três categorias/ Participaria, em junho, do Campeonato Pan-Americano, no Rio de Janeiro, mas uma lesão, sem tanta gravidade, a tirou do torneio. Foi para a Copa do Mundo de Doha, no início do mês, mas só competiu na trave, em que terminou apenas em sexto lugar.

  • 34

    Futebol feminino

    None

    Estava em 39°, ganhou 5 posições

    A seleção feminina de futebol foi nona colocada na Copa do Mundo de 2019, quando foi eliminada pela França, as donas da casa, na prorrogação. Desde então, o time é comandado por Pia Sundhage, uma das maiores técnicas da história. Em amistosos recentes, a equipe derrotou a Rússia por 3 a 0 e, em seguida, empatou 0x0 com o Canadá. Atualmente, as favoritas ao título olímpico são EUA, Grã Bretanha, Holanda e Suécia, com o Brasil sendo uma espécie de quinta força mundial atual, mas que chega com chances de medalha.

  • 35

    Pedro Quintas

    Skate

    Estava em 33°, perdeu 2 posições

    Terceiro colocado no Mundial de park de 2019 e sexto no ranking mundial, garantiu a vaga nas Olimpíadas. No Dew Tour, competição disputada no último fim de semana, não chegou na final. Participou de um protesto contra o julgamento dos árbitros e abriu mão da última tentativa de ir à decisão.

  • 36

    Robert Scheidt

    Vela

    Maior medalhista olímpico da história do Brasil, o velejador não chegará aos Jogos de Tóquio como favorito ao pódio, mas com certeza está na lista dos candidatos/ Em maio, foi vice-campeão de um torneio em Portugal que reuniu os principais atletas do mundo, o que mostra que está em uma crescente na reta final da preparação.

  • 37

    Hebert Conceição

    Boxe

    Estava em 25°, perdeu 12 posições

    Medalha de bronze no Campeonato Mundial de 2019 e prata nos Jogos Pan-Americanos, venceu no início de dezembro de 2020 o Campeonato Brasileiro na categoria até 75kg e foi eleito o melhor atleta de toda competição. Na Europa, porém, não conseguiu bons resultados, vencendo apenas uma luta nas duas competições que fez.

  • 38

    Erica Sena

    Atletismo

    Estava em 36°, perdeu 2 posições

    Quarta colocada no Campeonato Mundial de 2019 na marcha atlética, Erica foi vice-campeã de uma prova na República Tcheca em outubro de 2020 e, no início de dezembro, ficou com o título no Troféu Brasil. Há dois meses, quebrou o recorde brasileiro da marcha de 35km (prova não olímpica), depois foi treinar nos EUA./ No início de maio, foi bronze em uma competição em La Coruña, na Espanha.

  • 39

    Evandro/Bruno

    Vôlei de Praia

    Bruno e Evandro tiveram um ano de 2021 bem conturbado. Em fevereiro, Bruno pegou Covid-19, foi internado e ficou quatro dias na UTI. Em abril, a dupla tentou jogar alguns torneio, mas Bruno estava claramente sem condições, ainda com sequelas da doença. Em junho, Evandro foi flagrado em uma festa clandestina no Rio de Janeiro, sem máscara. Os dois já conversaram e aparentemente estão juntos no objetivo da medalha olímpica, tanto que fizeram boas campanhas nos torneios recentes. Na Suíça, há duas semanas, ficaram em quinto lugar.

  • 40

    Equipe de hipismo

    Hipismo

    Estava em 40°, manteve a posição

    A equipe brasileira de hipismo não fez um ciclo olímpico muito convincente, ficou fora dos dez melhores no Mundial de 2018 e não encaixou bons resultados na Copa das Nações. Desde o ano passado, porém, bons resultados apareceram, principalmente com Marlon Zanotelli, hoje o sétimo do ranking mundial./ O time não é favorito, mas está na briga pela medalha em Tóquio.

  • Pode anotar: vai ter surpresa!

    Maicon Andrade e o gostinho da medalha de bronze conquistada no taekwondo (Foto: Agência Reuters)Maicon Andrade e o gostinho da medalha de bronze conquistada no taekwondo (Foto: Agência Reuters)

    Em todas as edições de Jogos Olímpicos, o Brasil conquista uma ou duas medalhas que poucos esperavam. Então você pode ter certeza que, mesmo com a gente analisando 40 atletas e equipes brasileiras, alguém que não está na lista vai ao pódio. Aliás, essa é a nossa torcida

    Estudos demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

    Na Olimpíada do Rio, nosso Termômetro Olímpico tinha 60 nomes, mas não contava com Maicon Siqueira, no taekwondo. Ele já vinha se destacando em algumas competições, mas não colocamos naquela lista inicial. Na nossa projeção, foi a surpresa da seleção nos Jogos do Rio.

    Acho que, para não cometermos injustiças, cabe aqui colocar alguns nomes que não analisamos por completo, mas que devem ser lembrados na briga por medalhas: Almir Cunha (Salto triplo), Gabriel Constantino (110m com barreiras), Caio Bonfim (marcha atlética), Nubia Soares (salto triplo), Thiago Braz (salto com vara), Fernanda Borges e Andressa Morais (lançamento do disco), revezamento 4x100m feminino, Wanderson Oliveira, Keno Marley e Jucielen Romeu (boxe), Ana Sátila (Canoagem slalom), Henrique Avancini (ciclismo), Guilherme Toldo (esgrima), Caio Souza (ginástica), Daniel Cargnin, Maria Portela, Ketleyn Quadros, Eric Takabatake e Larissa Pimenta (judô), Fernando Scheffer (200m livre) e os revezamentos 4x200m e 4x100m livre e 4x100m medley (natação), Lais Nunes e Aline Silva(wrestling), Silvana Lima (surfe), Isadora Pacheco, Dora Varella e Yndiara Asp (skate), Ícaro Miguel e Edival Pontes (taekwondo), Hugo Calderano (tênis de mesa), Marcelo Melo e Bruno Soares e Luisa Stefani (tênis duplas

    duplas mistas), Marcus D´Almeida (tiro com arco), Felipe Wu (tiro esportivo), Jorge Zarif (Classe Finn), Fernanda e Ana Luiza (classe 470), e Samuel e Gabriela (Classe Nacra 17)

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