SEMED REALIZA LIVES VOLTADAS AOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO PARA DETECTAR SINAIS DE VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS

Identificar os sinais de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes é o principal tema da formação on-line para profissionais da educação realizada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), em parceria com instituições. Em quatro lives, das quais três ocorreram nos dias 18, 20 de maio e hoje (25), e a última programada para quinta-feira (27), foram expostos os sinais desse tipo de violência que vitima crianças e adolescentes, com o objetivo de mostrar que é possível identificar a vítima mesmo antes que ela passe pela violência, e mostrar como proceder quanto aos encaminhamentos quando o crime já houver se concretizado.

O evento, que será coordenado pela Sugenor, tem a parceria da União dos Conselhos Municipais de Mato Grosso do Sul (UNCME-MS) e da Defensoria Pública do Estado, e visa conscientizar e preparar os profissionais da educação para, além de detectar os sinais deste tipo de violência, realizar os encaminhamentos para prevenir o abuso e acolher as vítimas.

“É um assunto delicado. Estamos mostrando para os profissionais e dizemos, mais uma vez aos educadores e a todos que nos assistem, os sinais que a criança apresenta quando está sendo vítima de violência. Então os profissionais de educação, principalmente as assistentes de educação infantil, aquelas quem primeiro recebem as crianças, devem se atentar aos sinais físicos do corpo machucado, aos choros, àquela criança que não quer trocar roupa ou ir embora quando os pais ou o responsável vão buscar. Todos os profissionais da educação têm o dever de conhecer esses sinais”, explica a superintendente de Gestão e Normas da Secretaria Municipal de Educação, Alelis Izabel Gomes.

A delegada da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Eliane Cristina Benicasa, que participou do segundo dia de lives, ressaltou a importância de formar os professores e trabalhadores da educação e sobre a observação destes para ajudar no combate aos abusos e à violência, e frisou sobre os sinais que as crianças vítimas apresentam. “Os indícios são importantes. Os professores são o nosso olhar nas escolas, por isso devem ficar atentos quando as crianças mudam de humor, entram em depressão, encontram-se automutiladas, com doenças sexualmente transmissíveis, evitam determinados amigos e familiares”, afirmou a delegada.

A psicóloga do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Nudeca) da Defensoria Pública do Estado, Ana Priscila Benevenuto, comentou quais são os sinais mais comuns demonstrados pelas vítimas, dentre os quais está a mudança de comportamento, regressão a alguns comportamentos infantis que já foram deixados, silêncio ou quietude e retraída ao conversar certos assuntos, mudanças de hábitos e rotinas, como no caso do sono.

Outros sinais também são a falta de apetite, agressividade, alterações de humor, comportamentos sexuais não esperados para a idade, interesse de mais em questões sexuais, erupções no corpo, vômito e febre. “Ante esses sinais, precisamos ficar atentos com a criança, pois não é comum, se não tem nenhuma doença preexistente, para causar esse tipo de situação. Também, há mudança na frequência, no rendimento escolar e na concentração ao desenvolver as atividades escolares”, explicou a psicóloga.

As lives tiveram início no dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, e a última formação será realizada na quinta-feira, dia 27 de maio, e transmitida ao vivo, a partir das 9h, no canal do Youtube da Superintendência de Gestão e Normas (Sugenor) (https://youtube.com/channel/UC-H_J1Iit5dgYFJ_GPHUOzw).