A estudante Pollyanna Pazeto, de 14 anos, está no primeiro ano do ensino médio em Campo Grande (MS). Para ela, a adolescência traz muitos questionamentos: “Novas decisões, novas dificuldades, muitas frustrações que podem vir a acontecer”. Para encarar o que vem pela frente é preciso muito apoio e conversa, porém, alguns alunos apresentam dificuldades e não conseguem acompanhar a turma. É o caso da Marllyns Rodrigues, de 16 anos, que está no sétimo ano do ensino fundamental:
“Eu fui embora de Campo Grande e também por conta da depressão, eu não consegui mais ficar concentrada na sala de aula, tudo me irritava. O que me fez voltar é o incentivo que tem aqui na escola”, relata.
A sala em que ela estuda tem outros alunos na mesma situação, todos com idade para estar no ensino médio, mas que ainda não saíram do fundamental. Eles fazem parte de um projeto chamado Avanço do Jovem na Aprendizagem (AJA) de combate a evasão escolar, que no ensino médio, chega a mais de 11% do total de alunos.
“Hoje o jovem já não consegue mais, no fundamental e no médio, principalmente no fundamental estudar com crianças pequenas, que seriam a faixa etária correspondente ao ano que ele deveria fazer. No AJA ele vai estar inteirando com adolescentes da mesma idade, isso faz diferença” explica a professora Maria Joana Mareco.
Para evitar o abandono escolar, a escola tem que ser um ambiente agradável, não só no sentido da aparência, da conservação, de paredes bem pintadas. Agradável no sentido de lar, do aluno se sentir bem como se estivesse em casa. Na escola estadual Severino de Queiroz, há 3 anos nasceu o projeto escola da autoria, que tem como principal propósito transformar o aluno em protagonista da sua história.
A aluna Giulia gamarra, de 15 anos, conta que os métodos ajudam a tornar a lição mais atrativa: “Ajuda você principalmente a memorizar, porque é uma aula muito diferenciada e ajuda a você decorar os termos, é bem legal”.





