Por telefone, Fux diz à CPI que diretora da Precisa pode silenciar apenas para não se incriminar e pode ser punida se não responder

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, reafirmou à CPI da Covid os termos da decisão que garantiu à diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, o direito de ficar em silêncio na comissão.

Fux declarou aos senadores – incluindo o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL) – que a decisão só abrange perguntas e respostas que poderiam incriminar a diretora, e não sobre temas que ela testemunhou.

Em entrevista à GloboNews, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse que, na ligação, Fux confirmou que pode haver punições a Emanuela Medrades caso ela siga se recusando a responder – inclusive uma ordem de prisão.

“Ela pode ser presa? A depender do que ela responder ou deixar de responder à luz do impedimento da CPI, sim. Nós não queremos chegar a isso, não acredito que vamos chegar a isso, ela está na mão de um bom advogado que vai saber entender e interpretar a resposta do presidente do STF”, afirmou Simone Tebet.

O presidente do STF, que está de plantão durante o recesso judiciário, deve emitir uma decisão ainda nesta terça com esses esclarecimentos, em resposta a um embargo de declaração protocolado pela CPI.

Ao blog, Omar Aziz afirmou que o depoimento de Emanuela Medrades – suspenso após ela se negar a responder perguntas simples – deve ser retomado ainda nesta terça, quando a decisão de Fux chegar.

Maximiano nesta quarta

 

A cúpula da CPI também decidiu, após esse telefonema com Fux, remarcar para esta quarta-feira (14) o depoimento do sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano. A marcação deve ser anunciada ainda nesta terça, quando a sessão for retomada.

O depoimento de Maximiano chegou a ser agendado para 23 de junho, mas o empresário informou à CPI que não poderia comparecer porque tinha retornado há pouco tempo da Índia e cumpria quarentena sanitária.