Por que idosos podem e devem apreender inglês?

O envelhecimento é um processo de vida natural que envolve aspectos físicos, psicológicos e sociais. Embora haja um declínio em muitas competências e habilidades, o idoso pode aprender novas línguas, especialmente a inglesa, que é a mais falada mundialmente. Assim sendo, ampliam-se as possibilidades do mesmo se comunicar globalmente, ampliar
os seus conhecimentos e relacionamentos sociais, expandir seus entretenimentos na rede internacional de computadores (internet), entre tantas outras vantagens.

Neste sentido, os autores deste artigo fizeram uma revisão bibliográfica da literatura mundial, a fim de apresentarem as características neurobiológicas, neuroplásticas e psicopedagógicos da velhice, a fim de se comprovar a capacidade cognitiva do idoso para o aprendizado do inglês.

Com o auxílio da neuroplasticidade cerebral, o cérebro do idoso apresenta capacidade de aprender novas línguas, desde que haja os estímulos adequados, positivos e significativos dos seus professores. A neuroplasticidade consiste na capacidade do sistema nervoso sofrer modificações e adaptações quando exposto a novas experiências. Basta estar vivo e motivado que se consegue aprender sempre algo novo.

Uma das características da senilidade é o acúmulo de experiências de vida, conhecidos como conhecimentos prévios, os quais estimulam as funções executivas e cognitivas, aprimorando as competências e habilidades para a aprendizagem da língua inglesa. Sendo bilíngues estes cidadãos, além de ativarem as suas conexões nervosas (tornando-as cada vez mais complexas), poderão ampliar os seus conhecimentos e ativarem o funcionamento do seu cérebro, até mesmo prevenindo possíveis lesões degenerativas do mesmo.

Caso o idoso se sinta incapaz de aprender inglês, saiba que ele pode e deve viver mais esta experiência em sua vida, pois os seus netos e bisnetos vão gostar muito de se comunicarem com eles através desta “nova linguagem”; além disto, ele poderá viajar na imaginação pela internet ou viajar na realidade para qualquer país do mundo, pois sempre ele estará apto a se comunicar e conectado mundialmente e, ao mesmo tempo, estará
“exercitando” o seu cérebro. Portanto, aprender a língua inglesa é uma boa receita de saúde e de convivência social.

Porcentagem de contribuição de cada autor no manuscrito:

Carla Cruz Rosa Pires de Souza – 25%
José Carlos Souza – 25%
Vítor Cruz Rosa Pires de Souza – 25%
Bruno Massayuki Makimoto Monteiro – 25%