Policial que matou George Floyd nos EUA é preso e acusado por assassinato

O policial que foi responsável pela morte de George Floyd na segunda-feira em Minneapolis, nos EUA, foi preso nesta sexta-feira, informou o comissário do Departamento de Segurança Pública de Minnesota, John Harrington. Derek Chauvin, de 44 anos, foi acusado por assassinato em terceiro grau, disse Mike Freeman, advogado do condado de Hennepin, em entrevista coletiva.

— Ele está sob custódia e foi acusado de assassinato — disse Freeman sobre Chauvin, que é branco. — Temos provas, temos o vídeo do cidadão, a coisa horrível, horrível e terrível que vimos repetidamente.

Freeman disse que uma queixa detalhada será disponibilizada ainda na sexta-feira.

No momento em que efetuava a prisão de George, ele se ajoelhou no pescoço da vítima, que clamou que ele parasse por não conseguir respirar. O caso gerou indignação, evidenciando a violência policial contra a população negra no país. Manifestações foram feitas, atraindo milhares de pessoas às ruas. Um jornalista que cobria um protesto chegou a ser detido, provocando mais revolta.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, havia pedido a prisão de Chauvin desde que a cena filmada viralizou.

— Por que o homem que matou George Floyd não está na cadeia? — perguntara Frey durante uma entrevista coletiva no início da semana.

Foram realizadas investigações independentes pelo Departamento de Apreensão Criminal de Minnesota, pelo Procurador do Condado de Hennepin e pelo FBI. Outros três policiais estavam envolvidos na prisão de Floyd, que culminou em sua morte, mas ainda não há informações se eles também serão presos. Sabe-se, porém, que todos eles foram expulsos da polícia.

Veterano do departamento há 19 anos, Chauvin iniciou sua carreira na Academia de Polícia de Minneapolis em 2001 e esteve envolvido em três tiroteios em sua carreira, incluindo um que terminou em morte.

Mais cedo na sexta-feira, o governador de Minnesota, Tim Walz, pediu o fim dos violentos protestos que abalaram Minneapolis e disse que a Guarda Nacional do estado trabalharia para restaurar a ordem após três noites de incêndio criminoso, saques e vandalismo.