Polícia faz operação para desarticular quadrilha que roubava cargas e vendia drogas dentro de creches

A Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), com o apoio de outras unidades do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da CORE, realiza na manhã desta sexta-feira (18), a “Operação Lix”, de combate a uma quadrilha de traficantes que praticavam roubos de cargas, de veículos e de coletivos no Rio. Até 7h40, 16 pessoas foram presas e uma morreu em confronto com os agentes.

O grupo que é alvo dos policiais atua em comunidades do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em especial nas comunidades do Lixão e Vila Ideal. De acordo com as investigações, os criminosos também chegavam a vender drogas dentro de instituições de ensino e até de creches. O objetivo era atrapalhar a ação dos policiais, por conta da limitação em fazer operações nestes locais.

“A partir das nossas investigações descobrimos que eles traficavam próximo a estas instituições e também dentro de uma creche nesse complexo de favelas. O grupo criminoso tinha uma associação com quadrilhas especializadas em roubos de cargas e coletivos, onde eles emprestavam armas e davam refúgio nessas comunidades”, disse o delegado Gustavo Castro.

Os traficantes buscavam aumentar os lucros das atividades criminosas associando-se a bandidos especializados em roubo de cargas, oferecendo armamentos e autorizando a retirada do fruto dos roubos no interior destas comunidades, em troca de uma porcentagem dos produtos do crime.

Segundo as investigações, a liderança da organização criminosa era de Charles Silva Batista, conhecido como Coroa, Charles do Lixão e Charles da Vila Ideal. Ele atualmente está preso na Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino, conhecida como Bangu 1. Os policiais verificaram que ele segue comandando o grupo de dentro da cadeia.

Charles seria responsável por nomear os gerentes gerais do tráfico nas comunidades após a morte do filho, Charles Jackson Neres Batista, conhecido como Charlinho, em um confronto em março de 2019.

As investigações identificaram membros de toda a cadeia criminosa da quadrilha, que inclusive contava com traficantes que passavam despercebidos pelos policiais até então, pois não possuíam atuações criminais e, assim, conseguiam se deslocar sem serem incomodados.

As investigações mostraram que o grupo também expulsava famílias e pretendia construir moradias para serem comercializadas em uma área das comunidades, em ação considerada típica de milícia pelos policiais.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, roubo majorado, porte ilegal de armas, entre outros crimes, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos de prisão.