Pedro Kemp destaca 71 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Foto: Luciana Nassar

No dia 10 dezembro de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou e proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, um conjunto de direitos aplicáveis a todos os indivíduos. Na sessão desta terça-feira, o deputado estadual Pedro Kemp fez uma reflexão dos 71 anos do documento e lembrou que os direitos humanos ainda são violados diariamente.

“A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi uma resposta aos horrores cometidos durante a Segunda Guerra Mundial, onde a humanidade chegou ao fundo do poço com as atrocidades contra os judeus. A partir da proclamação desse documento, os países se comprometeram a eliminar qualquer forma de desrespeito aos direitos humanos. Estava estabelecida uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Infelizmente, hoje o conceito direitos humanos foi deturpado”, destacou na tribuna.

Kemp fez questão de salientar que os direitos humanos são “os direitos fundamentais, inerentes a qualquer pessoa, independente de cor, raça, nacionalidade, religião, orientação sexual”. Para o deputado, muito ainda precisa ser feito para que os valores e os propósitos contidos no documento possam, verdadeiramente, ser contemplados nos governos no mundo todo.

O parlamentar citou vários casos de desrespeito aos direitos humanos, como a ação da Polícia Militar que deixou nove mortos na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, na madrugada do último dia 1º, durante a realização de um baile funk nas ruas do local.

“Não podemos aceitar que esses atos bárbaros se repitam. Não podemos conviver com a violação de direitos, supressão de liberdade individual, regimes totalitários, violência, guerras e retrocessos. Nosso desafio neste momento da história é reduzir significativamente a distância entre as normas dos direitos humanos e a realidade de sua não aplicação. Precisamos, de forma rápida e coletiva, estabelecer e colocar em prática estratégias de promoção e desenvolvimento dos direitos humanos para a próxima década”, disse.