“O primeiro ano é importante porque ele é formador, ele é alfabetizador, ele é transformador”, palavras da professora Talita Rocha Neves, enquanto vai de carteira em carteira acompanhando a lição com cada aluno, um a um.
Alfabetizar uma criança é ensiná-la a ler e a escrever. Na escola municipal Antonio José Paniago, esse desafio conta com a ajuda de uma brincadeira bem conhecida, o bingo. No lugar dos números, as letras do alfabeto. Usar a criatividade em sala é uma estratégia pra chamar a atenção dos alunos, mesmo porque, o ritmo de cada um precisa ser respeitado.
“Tem crianças com cinco, tem criança que já tem seis completos, cada um está numa fase e a gente tem que perceber essa diferença e trabalhar de acordo com que ele vai ganhando, com a evolução dele”, explica a professora Elizângela de Araújo.
Na educação, o ensino é em grupo, mas o aprendizado é sempre individual, segundo a psicopedagoga Glaucea Benini:
“Dentro da educação sempre tem que ter um olhar individual. Se trata como um grupo, se trata como uma classe escolar, mas ali há indivíduos, então, aquele olhar individual para cada aluno é fundamental nesse processo.”
Esse processo de interpretação por parte dos alunos é chamado pelos educadores de letramento, e acontece de forma natural na infância – mas cada aluno aprende de um jeito diferente, ecplica a coordenadora pedagógica Rita de Cássia Pisco Santos.
“Algumas crianças têm facilidade, por exemplo, para aprender pelo método fônico, pelo som das letras, outras pelas imagens, outras mesmas até por sílabas. Então essa diferença é o tcham da educação, onde o professor tem que ter um feeling para perceber onde cada um tem facilidade maior para aprender e isso interfere também no tempo, cada um tem seu tempo”.





