Na gangorra da pandemia, sobe números de infectados e mortes por Covid; caí compromisso com isolamento social

Quando Mato Grosso do Sul confirmou os dois primeiros casos há pouco mais de três meses, muitas pessoas ficaram em casa com medo de contrair o novo coronavírus. Agora, com mais de 5,3 mil positivos e quase 50 famílias que choram a perda de seus entes queridos, o comportamento de grande parte da sociedade é de vida normal com índices cada vez mais assustadores de isolamento social.

Desde janeiro, os gestores públicos têm atuado na implantação de medidas e ações visando amenizar os impactos na vida da população. Mas a eficiência no controle da pandemia, também requer o comprometimento dos sul-mato-grossenses com as medidas de isolamento, uso de máscaras e cuidados com higiene. Quanto menos contato social, menores as chances de contrair o vírus e contaminar familiares que podem desenvolver o quadro grave da doença.

Especialistas do mundo todo já alertaram que enquanto não houver uma vacina, a “solução” está no distanciamento social para conter a velocidade de contágio do vírus. Por enquanto, o Estado figura no topo da lista de unidades da federação em menores números de casos e óbitos, mas a baixa adesão ao único remédio disponível, pode mudar esse cenário em poucos dias.

No último fim de semana diversas aglomerações foram registradas nas redes sociais e noticiários, e as taxas de recolhimento mapeadas no Estado foram 33,4% na sexta-feira (19), de 37,9% no sábado (20) e de 46,5% no domingo (21), índices bem abaixo do recomendado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) que vem pedindo o mínimo de 60%.

Poucas pessoas respeitaram o distanciamento social durante o fim de semana, e Campo Grande atingiu na sexta-feira (19) taxa de isolamento de 32,7%, o menor índice registrado das últimas 14 semanas. No sábado (20) a adesão foi de 37,5% e no domingo (21) ficou em 46,9%.

A relação completa de municípios sul-mato-grossenses mapeados neste domingo pode ser conferida aqui.