Março laranja vira lei e Dia Municipal das Pessoas com Altas habilidades ou Superdotação é aprovado

O mês de março ganha um novo sentido e passa a ser mais inclusivo em Campo Grande com a sanção da Lei nº 6.785 e a aprovação do Projeto de Lei 10.205/21, ambos de autoria do vereador Otávio Trad (PSD).

A nova legislação, publicada no Diário Oficial de Campo Grande do dia 7 de março, institui o Março Laranja, mês de conscientização sobre Altas Habilidades ou Superdotação em Campo Grande e o PL, aprovado em segunda discussão na Câmara Municipal na última terça-feira (15), institui o Dia Municipal das Pessoas com Altas habilidades ou Superdotação.

“Quando falamos em crianças com altas habilidades ou superdotação nós, como Poder Público, temos que ter um olhar especial, principalmente do ponto de vista educacional e estes projetos vêm ao encontro desta demanda”, defendeu o vereador.

O objetivo das propostas é estimular a inclusão social e o debate para a construção de um sistema educacional que unifica, na mesma estrutura, o ensino regular tradicional e a educação especial, potencializando o ambiente escolar como espaço de pleno aprendizado, através do desenvolvimento pedagógico, emocional e social.

A professora Maria Helena Santana Reis, que propôs a criação das datas, explica que pessoas com altas habilidades “possuem um desenvolvimento notável em qualquer área de aprendizado”. E destaca que precisam de um atendimento especial. “Sempre o desafio é o que a motiva a se desenvolver cada vez mais”, disse.

“Elas fazem parte da educação especial e como tal necessitam ser vistas e todos nós precisamos estar atentos às necessidades que elas exigem, no atendimento psicológico, no apoio educacional direcionado complementar a esse conteúdo de sala de aula”, completou a professora.

A data – De acordo com o Projeto de Lei 10.205/21, o Dia Municipal das Pessoas com Altas habilidades ou Superdotação será comemorado em 25 de março em homenagem à psicóloga e pedagoga Helena Wladimirna Antipoff, que nasceu nesta data, e foi pioneira no Brasil com suas pesquisas sobre educação e psicologia. Helena Antipoff foi pioneira na introdução da educação especial no Brasil, onde fundou a primeira Sociedade Pestalozzi, iniciando o movimento pestalozziano brasileiro, que conta, atualmente, com mais de 100 instituições.

Autoria cidadã – Esta proposição é fruto da ideia da Professora Maria Helena Santana Reis, que é graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS – Especialista em Educação Especial, em Organização do Trabalho Pedagógico do Professor Alfabetizador e em Mídias na Educação.

FonteFernanda Palheta Assessora de Comunicação do Vereador Otávio Trad