A Justiça manteve presos o prefeito afastado de Ladário, Carlos Anibal Ruso Pedroso, sete vereadores da cidade que também foram afastados dos cargos e o secretário de Educação do município, Helder Naulle Paes dos Santos. A audiência de custódia foi realizada na manhã desta terça-feira (27), no Fórum de Campo Grande.
Ruso e os outros presos são suspeitos “concluio”, uma espécie de acordo entre os poderes Legislativo e Executivo para a aprovação de projetos. Eles foram presos nesta segunda-feira (26), em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Além do prefeito e do secretário de Educação foram presos os vereadores: Osvalmir Nunes da Silva (PSDB), Lilia Maria Villalva de Moraes Silva (MDB), Augusto de Campos (MDB), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN), André Franco Caffaro (PPS) e Vagner Gonçalves (PPS).
De acordo com o Ministério Público, o prefeito pagava um “mensalinho” de cerca de R$3 mil para os 7 vereadores, que tinham o direito de indicar pessoas para ocupar cargos na administração pública. Em troca, os vereadores votavam a favor de projetos do executivo. Segundo o MP eles teriam até mesmo barrado uma CPI para averiguar supostas irregularidades na saúde do município. O secretário de educação, que acumulava a pasta da administração, nomeava e lotava pessoas indicadas pelos vereadores em escolas da cidade.
Após a prisão em Ladário, os suspeitos foram transferidos para o Centro de Triagem, em Campo Grande.
Na audiência de custória, a Justiça além de manter as prisões temporárias dos suspeitos, também determinou que o caso fosse analisado pelo Tribunal de Justiça do estado, que vai definir se as converterá em prisões preventivas.
Defesa
A equipe do G1 conversou com o advogado do prefeito Ruso, Luiz Gonzaga. Ele disse que pretende inteirar-se dos autos antes de manifestar-se.





