Nos próximos meses, será possível sair da Estrada-Parque, em Corumbá, e chegar de carro de passeio a Rio Verde ou Coxim – e vice-versa -, pelas MS-228 e MS-423, cujo trajeto era impossível de ser realizado devido aos obstáculos naturais e primitivo no caminho (concentração de areia e alagados). Ou sair de Bonito pela MS-345 (Estrada do 21) e pegar a BR-419, ambas em obras de pavimentação, e chegar à porção norte do Pantanal por Aquidauana.
Diversificar a oferta
Se para a pecuária será a redenção, a abertura de estradas com projetos sustentáveis e trafegável o ano todo beneficiará o turismo ao criar novos roteiros e fortalecer um destino já consolidado. “Um dos pontos básicos para se desenvolver o turismo e conhecer um destino ou formatar um roteiro é o acesso. A primeira questão é: como chegar, tem estrada?”, afirma Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de MS).
Os investimentos (R$ 930 milhões) na malha viária pantaneira, segundo ele, são fundamentais para conectar destinos que já recebem turistas – Pantanal e Bonito –, oportunizar a venda de roteiros integrados – exemplo concreto: Corumbá-Rio Verde-Coxim – e atrair capital privado na implantação da infraestrutura de receptivo e hospedagem e novos produtos. “O acesso está garantido, agora depende do privado entrar em ação e aproveitar o momento”, observa.
“A Fundação está pronta para dar total apoio, como sempre fez nesses oito anos, com comercialização, promoção, vendendo o Estado em grandes feiras nacionais e internacionais e trazendo agentes e jornalistas para conhecerem os novos caminhos e atrativos”, diz Wendling. “As estradas no Pantanal vão reduzir distâncias e deslocamentos para novos produtos, bem como os custos. É fantástico, um novo ciclo para diversificarmos a nossa oferta turística.”
Integrando o Cerrado
O titular da Fundtur também destaca que o fortalecimento dos principais destinos será uma consequência, vindo a reboque de uma visão desenvolvimentista do governo. “Essa integração na prática era necessária, sempre trabalhamos Pantanal e Bonito associados na parte de governança e agora chega a infraestrutura para consolidar”, disse. “O governo está presente com um pacote completo, além do apoio à promoção e divulgação do Estado.”
Bruno Wendling vislumbra novos horizontes para o turismo com a logística em implantação, citando a possibilidade de se integrar também outro bioma, o Cerrado, a partir da Serra da Alegria (MS-423), em Rio Verde, ou das cachoeiras, grutas, sítios arqueológicos, cânions, abismos, serras com pinturas rupestres pré-históricas e rios piscosos que compõe os atrativos da Rota Norte, formada por dez municípios. “Um macro perfeito para se vender”, cita.
Com a manutenção da política de turismo garantida pelo governador eleito Eduardo Riedel, na sua avaliação, “o avião decolou e vamos atingir limites até agora não alcançados em visibilidade”. Uma política fundamentada na capacidade da gestão público-privada e estratégias de mercado, que se mostraram eficazes. “Não é atoa que estamos sendo premiados todos esses anos e vamos ser referência em ecoturismo na América do Sul”, sustenta.
Subsecretaria de Comunicação (Subcom)
Fotos: Chico Ribeiro





