Dois minutos após ser deslocado para a esquerda, Gerson participa de jogada coletiva com passe, movimentação importante e gol
Por Fred Gomes — Rio de Janeiro
No xadrez de Tite, rei, rainha, cavalo ou torre não decidem. O Coringa é a peça que desarticula os adversários do Flamengo desde a chegada do gaúcho. Bastou mexê-lo de lado para o Rubro-Negro ser letal e vencer o Clássico dos Milhões por 1 a 0.
Mexida surte efeito em menos de dois minutos
Contra o Cruzeiro (2×0), na estreia do treinador, o Flamengo era inferior ao adversário e começou a dominar as ações justamente quando Gerson deixou a esquerda do quadrado de meio-campo e foi para o outro lado. Tornou-se o dono do time, e o Rubro-Negro definiu a parada em cinco minutos.
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Gerson marca e derruba o Vasco em vitória do Flamengo — Foto: Paula Reis/Flamengo
Depois de Fabrício Bruno e Léo Pereira trocarem passes fazendo o Vasco balançar de um lado para o outro, Gerson recebeu de costas na linha lateral e se livrou do bote de Paulo Henrique com movimentos rápidos e dois toques na bola. Achou Thiago Maia, que esticou para Gabigol cruzar. Léo Pelé cortou, e o Coringa chegou na corrida para bater com força e derrubar o rival.
Gerson ficaria somente mais oito minutos em campo, mas também não precisava de mais tempo. Fizera o que dele se esperava como um “externo desequilibrante”.
Roteiro repetido na questão coletiva
Se Gerson foi pela segunda vez a figura de destaque, outra situação que se repetiu foi o início morno do Flamengo. Num início de muitas disputas e pouca bola no chão, o Vasco foi melhor. Aos 20 minutos de jogo, chegou a fazer 5 a 0 no placar de finalizações – Vegetti e Gabriel Pec pararam em Rossi nas melhores oportunidades.
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Gabriel comemora gol do Flamengo em vitória sobre o Vasco — Foto: André Durão/ge
O Flamengo cresceu quando Gerson e Arrascaeta “entraram” no jogo. O Coringa passou a ser mais incisivo na construção, e o uruguaio começou a tocar mais na bola. Deu dois dribles, sofreu uma falta e quase abriu o placar. Na sequência, subiu para cabecear cruzamento de Gerson e ainda deu um chute muito perigoso de fora da área.
O perde e pressiona do Flamengo funcionava a todo vapor. O campo adversário estava ocupado. No chute citado anteriormente (veja acima), Pedro, Gerson e Pulgar fizeram Léo Pelé errar na saída de bola com um ataque triplo à defesa do Vasco pelo lado direito.





