Farmácias de Campo Grande se tornam pontos de denúncia de focos e criadouros do mosquito Aedes aegypti

A assinatura do termo de cooperação técnica do programa “NotificaFarmaDengue” foi realizada nesta terça-feira (14), durante a abertura da reunião do Comitê Municipal de Enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, no teatro Glauce Rocha, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A iniciativa com parceria entre Prefeitura de Campo Grande e o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF-MS) irá contribuir nas notificações e controle da doença na Capital.

Cerca de 80% dos focos em Campo Grande ainda são encontrados dentro das residências — Foto: Prefeitura de Campo Grande/ Reprodução

Cerca de 80% dos focos em Campo Grande ainda são encontrados dentro das residências — Foto: Prefeitura de Campo Grande/ Reprodução

Além de notificar os casos suspeitos, os profissionais de farmácias estão sendo capacitados para receber denúncias de focos e criadouros do mosquito. Os profissionais também irão orientar à população sobre quais outros meios oficiais devem recorrer para fazerem suas denúncias.

Além disso, a adesão das empresas ampliará o quadro de pessoas que fazem parte do projeto “Colaborador Voluntário”, da Prefeitura.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), 80% dos focos ainda são encontrados dentro das residências.

Em casos de sintomas leves da dengue, que muitas vezes a pessoa não vai até uma unidade de saúde, o paciente receberá a orientação adequada e será orientado sobre os riscos.

O Comitê Municipal de Enfrentamento ao Mosquito Aedes aegypti é composto por representantes de diversas instituições públicas e privadas que auxiliam no combate ao mosquito, através da instituição e execução de ações estratégicas para este fim.

Em Campo Grande, o número de casos confirmados de dengue é 97% menor que em 2020, quando houve a segunda epidemia seguida do vírus. Entre janeiro e 7 de dezembro foram confirmados apenas 394 casos da doença, o menor número de toda a série histórica, iniciada em 2015.

O total de casos suspeitos também apresentou uma redução significativa, sendo 76% menor que no ano anterior, quando foram 20.198 notificações.