FÁBIO TRAD PROPÕE PRIORIZAÇÃO DE VACINA A PESSOAS COM SÍNDROME PÓS-COVID

Segundo OMS, uma em cada dez pessoas que contrai coronavírus desenvolve a chamada síndrome pós-Covid. Nos casos mais brandos, sequelas podem afetar a qualidade de vida. Nos mais severos, causar risco de morte

Infarto, arritmia, depressão, perda de memória, falta de ar, dificuldade de raciocínio, fadiga e dores intensas, diarreia crônica, perda de cabelo e distúrbios de pele: médicos e cientistas alertam que as sequelas pós-Covid já atingem 1,6 milhão de pessoas no Brasil* e alastram-se como uma onda no País. Nos casos mais brandos, a “síndrome pós-Covid”, como é denominada, afeta a qualidade de vida, nos mais severos pode incapacitar e até matar.

Por esse motivo, o deputado Fábio Trad (PSD/MS) apresentou nesta terça-feira (25) na Câmara um projeto (PL 1937/21) que propõe a inclusão de pessoas com sequelas graves da Covid-19 entre os grupos prioritários para imunização no âmbito do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

“Sabemos que o fato de a pessoa ter tido a infecção pelo coronavírus não impede a ocorrência de reinfecção. As mutações desse vírus têm desafiado a ciência, e pessoas que já tiveram a doença podem novamente adoecer de forma grave. Indivíduos que já apresentam sequelas da Covid-19 correm o risco de ficar ainda mais debilitados em uma segunda infecção”, disse o autor da proposta.

“Outro aspecto que merece ser ressaltado é a melhora de sintomas prolongados de Covid-19 após a utilização dos imunizantes. Algumas pesquisas observacionais têm demonstrado redução significativa dos sintomas pós-Covid entre os pacientes que tomaram a vacina”, acrescentou.

Estatísticas – Estimativas da Organização Mundial da Saúde apontam que uma em cada dez pessoas que contrai Covid-19 desenvolve a chamada pós-Covid. Um número ainda maior de pessoas, 25% dos pacientes de Covid-19, apresenta sintomas por até quatro a cinco semanas após testar positivo, no que tem sido chamado de Covid longa.

Já os dados da National Institute of Health, dos Estados Unidos, são ainda mais assustadores. Segundo o instituto, até 30% das pessoas curadas da Covid-19 apresentam sequelas persistentes e de longo prazo.

*Organização Mundial da Saúde (OMS)